Coreia do Norte marca um ano da morte de Kim Jong-il

País realiza cerimônia para relembrar líder norte-coreano um ano após sua morte, que ocorre dias depois do lançamento bem-sucedido de um foguete de longo alcance

iG São Paulo | - Atualizada às

A Coreia do Norte recordou nesta segunda-feira (17) o primeiro aniversário da morte de Kim Jong-Il , que comandou durante 17 anos o regime comunista. O líder, que comandou o país com mão de ferro e forte isolamento, estimulou o desenvolvimento científico e tecnológico, que resultou no primeiro lançamento com sucesso de um foguete de longo alcance na semana passada, iniciativa duramente condenada pelas potências internacionais

Kim Jong-Il morreu vítima de um ataque cardíaco em 17 de dezembro de 2011 aos 69 anos. A morte foi mantida em sigilo durante dois dias.

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AP
Norte-coreanos se curvam diante das estátuas de Kim Il-sung, esquerda, e Kim Jong-il, direita, em Pyongyang


Cercado por autoridades do regime, o filho mais novo do falecido líder, Kim Jong-Un , que sucedeu o pai no poder, visitou com a esposa, Ri Sol-Ju, o mausoléu Kumsusan de Pyongyang, onde estão embalsamados Kim Jong-Il e o pai deste, Kim Il-Sung, fundador em 1948 da República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

Jong-Un, que tem menos de 30 anos, se inclinou diante das imponentes estátuas do pai e do avô, segundo imagens exibidas ao vivo pela TV estatal.

Na presença de autoridades vestidas de preto, dois soldados depositaram flores com uma faixa que tinha a frase: "Os grandes camaradas Kim Jong-Il e Kim Il-Sung permanecem para sempre ao nosso lado".

Cientistas que trabalharam no desenvolvimento do foguete norte-coreano lançado com sucesso na semana passada estavam entre os primeiros que prestaram a homenagem. "Estes cientistas contribuíram para o lançamento com sucesso de nosso satélite Kwangmyongsong-3 e participaram na demonstração ante o mundo inteiro do nível tecnológico da nação", afirmou um apresentador da TV estatal.

A Coreia do Norte afirma que colocou em órbita um satélite de pesquisa com finalidades pacíficas, mas muitos países dizem que o teste foi mais um passo em busca de um vetor para as armas nucleares norte-coreanas.

O Conselho de Segurança da ONU , incluindo China e Estados Unidos, condenou a Coreia do Norte pelo lançamento do foguete e alertou para a possibilidade de adotar novas sanções após a provocação de Pyongyang. As resoluções 1718 e 1874 das Nações Unidas proíbem a Coreia do Norte de qualquer atividade balística ou nuclear.

Na principal praça da capital Pyongyang, anônimos depositaram flores diante das estátuas dos dois dirigentes, cujos retratos monumentais estão expostos nos edifícios públicos de todo o país.

Segundo a imprensa norte-coreana, 750 mil participaram, no domingo, no primeiro dia da homenagem.

Com AFP

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