Vítimas de ataque à escola foram mortas por vários tiros de fuzil, diz legista

Médico afirmou que apenas duas das sete vítimas que examinou foram atingidas por tiros a queima-roupa. Informações preliminares indicam que Lanza atirou por 20 minutos

iG São Paulo | - Atualizada às

Em um impressionante relato, o chefe do instituto médico legal de Connecticut, Wayne Carver, contou detalhes do ataque a escola primária em Newtown . De acordo com Carver "todos os ferimentos são de arma de grosso calibre", certamente do fuzil de assalto encontrado no local.

"Foi a pior cena de crime que já vi em 30 anos" como legista, revelou Carver aos jornalistas. Carver foi auxiliado por outros quatro médicos legistas e dez técnicos, e fez a autopsia pessoalmente em sete vítimas, todas atingidas por "entre 3 e 11 disparos" cada.

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Segundo o médico, "apenas duas" das sete vítimas que examinou "foram atingidas por disparos a queima-roupa". "Não tenho detalhes sobre os demais óbitos".

Carver e os demais legistas ainda não examinaram o corpo do assassino, que teria cometido suicídio. O jovem foi encontrado ao lado de duas pistolas e um fuzil de assalto, às 09h50 local de sexta-feira (14). As primeiras informações indicam que ele atirou por quase 20 minutos.

Banheiro
Em outro depoimento impressionante no dia seguinte ao massacre, uma jovem professora revelou como conseguiu esconder seus 15 alunos pequenos em um banheiro durante o ataque.

Lutando para conter o choro, Kaitlin Roig relatou à emissora ABC a odisseia por que passou para salvar seus alunos durante o massacre da escola Sandy Hook. "Disse a eles: 'saibam que amo muito vocês'. Pensei que seria a última coisa que ouviriam, pensei que todos íamos morrer".

Os 15 alunos e a professora se esconderam em um banheiro escuro, enquanto do lado de fora o atirador matava crianças e professores.

Estavam aterrorizados e a professora decidiu começar um jogo para distraí-los, apesar do temor de saber que tanto ela quanto as crianças, com idades entre 6 e 7 anos, poderiam ser as próximas vítimas.

"Disse a eles que havia meninos maus do lado de fora e que tínhamos que esperar pelos meninos bons", contou Roig.

Provas nas cenas do crime 
A polícia revelou neste sábado que o atirador "não teve o ingresso permitido na escola, e forçou a entrada " no local para cometer o massacre.

"Nossos investigadores na cena do crime, a escola, e na cena do crime secundário conseguiram muito, mas muito boas provas que poderão utilizar para determinar o panorama completo de como, e mais importante, porque, isto aconteceu", disse o tenente Paul Vance.

Uma mulher que sobreviveu ao tiroteio na escola é apontada como testemunha chave para a investigação. "Ela está bem, sendo atendida, e seu depoimento será decisivo", afirmou Vance.

O presidente Barack Obama voltou a se dirigir ao povo americano neste sábado - após o emotivo discurso da véspera - para pedir que seja solidário com os familiares das vítimas do massacre, e defendeu "medidas decisivas" para evitar estas "tragédias".

"Este fim de semana, Michelle e eu estamos fazendo o que sabemos que todo pai está fazendo: mantendo nossos filhos o mais perto possível e recordando o quanto os amamos", disse Obama, pai de Sasha, 10 anos, e Malia, 14.

Como na véspera, Obama destacou que o massacre deve representar o sinal de que é necessário "tomar medidas significativas para impedir tais tragédias. Independente da política policial".

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