Chanceler de Israel é indiciado por quebra de confiança

Avigdor Lieberman, um dos principais nomes do governo israelense, se livrou das acusações de fraude e lavagem de dinheiro relacionadas a um escândalo financeiro

iG São Paulo | - Atualizada às

O chanceler israelense, Avigdor Lieberman, foi indiciado nesta quinta-feira (13) por quebra de confiança em um dos casos de corrupção pelos quais estava sendo investigado, mas escapou de acusações mais sérias, como fraude e lavagem de dinheiro, que poderiam colocar em jogo sua carreira política e prejudicar o governo de Israel a um mês das eleições parlamentares.

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Chanceler Avigdor Lieberman conversa com membros da Presidência da Bósnia durante encontro em Sarajevo (2011)


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A decisão do procurador-geral do país contra um dos mais importantes políticos israelenses está relacionada a um escândalo fiscal que ocorreu há mais de dez anos. É esperado que Lieberman, aliado próximo ao premiê Benjamin Netanyahu, sofra uma forte pressão para renunciar ao cargo.

Netanyahu não fez comentários. Lieberman deve fazer um anúncio ainda nesta noite. Em um breve comunicado, os advogados do chanceler disseram que respeitam a decisão e, agora, vão estudá-la. No passado, Lieberman negou todas as acusações e disse que elas tinham motivação política. 

Lieberman, nascido na União Soviética, é presidente do Yisrael Beitenu, partido ultranacionalista e especialmente popular com imigrantes da antiga URSS. A legenda e o Likud, partido de Netanyahu, juntaram forças recentemente e se candidataram em uma coalizão na eleição parlamentar por lista de 22 de janeiro.

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A decisão desta quinta representou um recuo do procurador-geral Yehuda Weinstein, que, no ano passado, notificou Lieberman de suas intenções de indiciá-lo por fraude e lavagem de dinheiro.

Promotores levantaram suspeitas de que Lieberman recebeu ilegalmente milhões de dólares de empresários e praticou branqueamento de capitais através de empresas de fachada do leste da Europa no período em que era parlamentar e ficava a cargo de uma série de pastas ministeriais. Em sua decisão desta quinta, Weinstein disse que as provas não eram fortes o suficiente.

"Depois de ter examinado o processo, cheguei à conclusão de que não há provas suficientes para acusá-lo no primeiro caso e decidi fechá-lo", disse Weinstein em sua decisão.

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Em vez disso, Lieberman foi indiciado por ter recebido material oficial de uma investigação contra ele do ex-embaixador de Israel na Bielo-Rússia. Zeev Ben Aryeh, o embaixador, conseguiu fazer um acordo com a Justiça no começo do ano.

A lei israelense não é clara sobre a obrigatoriedade da renúncia de Lieberman. Há um precedente legal para políticos deixarem seus cargos quando políticos são indiciados por crimes que comprometam sua situação.

O analista jurídico da rádio pública, Moshé Negbi, considerou que Lieberman deveria renunciar, mas o procurador-geral não deu de recomendações a respeito dessa questão.

Com AP e AFP

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