Médicos de Mandela se dizem satisfeitos com recuperação

Segundo governo, houve progresso nas últimas 24 horas no tratamento de ex-presidente contra uma infecção pulmonar

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O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, de 94 anos, está se recuperando de uma infecção pulmonar que o manteve hospitalizado nos últimos cinco dias, informou o governo da África do Sul nesta quarta-feira.

Governo: Mandela tem infecção pulmonar

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Mural com retrato de ex-presidente sul-africano Nelson Mandela é visto em Soweto

"Os médicos que atendem o ex-presidente Mandela informaram que houve progresso durante as últimas 24 horas e eles estão satisfeitos com a forma que ele está respondendo ao tratamento", disse o gabinete do presidente Jacob Zuma.

Primeiro presidente negro da África do Sul, Mandela chegou ao poder em eleições históricas em 1994 e continua a ser um herói para a maioria dos 52 milhões de habitantes do país.

Mandela, conhecido localmente como "Madiba" - em referência ao nome de seu clã -, foi internado no Hospital Militar de Pretória 1 no sábado. Ele estava em sua aldeia natal de Qunu, onde reside, em uma parte remota e rural da província do Cabo Oriental.

Somente na terça-feira o governo deu os primeiros detalhes concretos sobre as condições do ex-presidente, dizendo que ele tinha sofrido uma recorrência de uma infecção pulmonar.

Quando foi internado, funcionários do governo enfatizaram que não havia motivo de preocupação, embora as reportagens na imprensa indicassem que altos membros do governo e pessoas próximas a ele haviam sido pegos de surpresa.

Símbolo mundial da resistência ao racismo e à injustiça, Mandela passou 27 anos em presídios do apartheid, incluindo 18 anos na prisão da Ilha Robben, perto da Cidade do Cabo.

Ele foi solto em 1990 e usou seu prestígio inigualável para impulsionar a reconciliação entre brancos e negros como a base fundamental da "nação arco-íris" pós-apartheid.

Mandela deixou o poder em 1999, depois de cumprir um mandato presidencial, e na última década se manteve de modo geral afastado da vida pública.

Ele passou um período hospitalizado em Johanesburgo em 2011, com problemas respiratórios, e foi novamente internado em fevereiro deste ano por causa de dores abdominais. Recebeu alta no dia seguinte depois de um exame mostrar que não tinha nada grave.

Sua saúde frágil o impede de aparecer em público na África do Sul, embora continue a receber autoridades nacionais e estrangeiras na aldeia onde mora, incluindo uma visita do ex-presidente americano Bill Clinton em julho.

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