Nações da Commonwealth permitem mudança na sucessão do trono britânico

Consentimento dá continuidade a projeto de lei que põe fim à discriminação contra mulheres na sucessão; bebê de Kate e William deve ser 3º na linha do trono mesmo se for uma menina

iG São Paulo | - Atualizada às

Todos os países da Commonwealth (Comunidade Britânica) concordaram em levar adiante um projeto de lei que põe fim à discriminação contra as mulheres na sucessão do trono britânico.

Saiba mais:  Bebê de William e Kate deve ser o terceiro na linha de sucessão real

AP
William e Kate no dia de seu casamento, em 2011

De acordo com o vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, o governo britânico recebeu o acordo final dos países da Commonwealth para modificar as regras centenárias de sucessão ao trono da Inglaterra e eliminar a primazia masculina.

Essa reforma será aplicada ao primogênito do príncipe William, segundo na linha de sucessão ao trono britânico, e sua esposa, princesa Katherine, cuja gravidez foi anunciada na segunda-feira , disse Clegg em um comunicado.

Isso quer dizer que, quando o bebê nascer, ele se posicionará atrás de seu pai na linha sucessória, mantendo o posto mesmo se for menina e tiver, depois, um irmão.

Os 16 países da Commonwealth, dos quais a rainha Elizabeth 2ª é chefe de Estado, incluindo Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, tinham dado seu acordo de princípio a essa reforma em uma cúpula celebrada em outubro de 2011 na cidade australiana de Perth.

Agora deram seu aval por escrito, anunciou Clegg, destacando que se trata de um trâmite, já que nessa reunião se decidiu que "a mudança deverá entrar em vigor imediatamente".

"É uma maravilhosa coincidência que a confirmação final dos outros reinos ocorra no mesmo dia em que o duque e a duquesa de Cambridge fizeram seu anúncio" de que estão esperando seu primeiro filho, disse Clegg.

Com o acordo final dos 16 países, o governo britânico poderá submeter "o quanto antes" ao Parlamento a nova lei sobre sucessão ao trono para "adaptá-la ao século 21". Os outros 15 países deverão, por sua vez, conformar sua legislação a essa mudança.

"A legislação porá fim ao princípio de primogenitura masculina para que os homens não tenham mais a prioridade sobre as mulheres na linha de sucessão ao trono, e o fim da proibição para qualquer um na linha de sucessão de se casar com uma pessoa de religião católica", destacou o comunicado.

*Com AFP

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