EUA chamam de 'provocativo' plano da Coreia do Norte de lançar foguete

País está proibido de realizar atividades nucleares ou com mísseis sob resoluções das Nações Unidas, mas alega que foguetes têm fins pacíficos

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Os Estados Unidos condenaram neste sábado o plano da Coreia do Norte de fazer o segundo lançamento de foguetes em 2012, classificando o eventual lançamento como um "ato altamente provocativo", que põe em risco a paz e transgride sanções da Organização das Nações Unidas.

Coreia do Norte:  Satélite mostra atividade em base de lançamento

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"O lançamento do satélite pela Coreia do Norte seria um ato altamente provocativo, que ameaça a paz e a segurança na região", disse a porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Victoria Nuland, em uma declaração escrita.

"Qualquer lançamento norte-coreano usando tecnologia de mísseis balísticos é uma violação direta das resoluções do Conselho de Segurança da ONU", acrescentou.

Neste sábado, a agência de notícia estatal norte-coreana anunciou a decisão de lançar outro satélite espacial, apenas um dia após o jovem líder Kim Jong-un se reunir com uma delegação do Partido Comunista chinês na capital Pyongyang.

Outras repercussões

Sob nova liderança, a China é a principal aliada política da Coreia do Norte, e tem, de forma contínua, pedido paz na península coreana, onde as partes norte e sul seguem tecnicamente em guerra após um armistício, em vez de um tratado de paz, ter colocado fim ao conflito de 1950-53.

Nenhum comentário sobre o lançamento foi disponibilizado imediatamente pelo Ministério das Relações Exteriores de Pequim. A pasta correspondente sul-coreana afirmou em comunicado que o movimento de Pyongyang é uma "provocação grave". A agência de notícias japonesa Kyodo disse que o premiê Yoshihiko Noda ordenou a seus ministros que estejam alertas para o lançamento.

"A Coreia do Norte quer dizer à China que é um Estado independente ao preparar o lançamento do míssil, e quer ver se os Estado Unidos vão abandonar suas políticas hostis", avaliou o pesquisador sênior do Instituto para Assuntos de Paz na Universidade Nacional de Seul, Chang Yong-seok.

A Coreia do Norte está proibida de realizar atividades nucleares ou com mísseis sob resoluções das Nações Unidas impostas após Pyongyang levar adiante testes nucleares, embora o país diga que seus foguetes são usados para colocar satélites em órbita com fins pacíficos.

Washington e Seul acreditam que o Estado empobrecido e isolado está testando tecnologia de mísseis de longo alcance, com o objetivo de desenvolver um artefato intercontinental capaz de transportar material nuclear.

As ameaças de Pyongyang têm como objetivo, em parte, obter concessões e ajuda de Washington, segundo analistas.

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