Após vitória palestina na ONU, Israel 'construirá 3 mil novas casas de colonos'

As residências devem ser construídas em Jerusalém Oriental e Cisjordânia, áreas que os palestinos reivindicam para seu futuro Estado

iG São Paulo | - Atualizada às

Israel autorizou a construção de mais de 3 mil residências nos territórios palestinos ocupados, indica a mídia israelense. As casas de colonos devem ser construídas em Jerusalém Oriental e Cisjordânia que, juntamente com a Faixa de Gaza, foram conquistados por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e são reivindicadas pelos palestinos para seu futuro Estado. Apesar de ter-se retirado de Gaza em 2005, Israel ainda controla a maioria dos acessos ao enclave.

Leia também:  Presidente palestino comemora votação 'histórica' na ONU

Novo status: Contra EUA e Israel, ONU reconhece de forma implícita Estado palestino

Reuters
Homem trabalha em construção em assentamento israelense de Maaleh Adumim, perto de Jerusalém (07/06)

A decisão é anunciada um dia depois de a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) ter reconhecido de forma implícita um Estado palestino ao elevar o status da Autoridade Palestina, de Mahmud Abbas, de "entidade observadora" para " Estado observador não-membro " - ação rejeitada por Israel e EUA.

Abbas disse que não voltará à mesa de negociações enquanto Israel continuar expandindo assentamentos na terra conquistada durante o conflito. Atualmente, 500 mil israelenses vivem na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, borrando as divisas de 67.

Além de uma suspensão parcial de dez meses que terminou em setembro de 2010 e fracassou em possibilitar negociações de paz sustentáveis, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recusou-se a congelar a construção dos assentamentos.

De acordo com o jornal israelense Haaretz, algumas das novas unidades serão entre Jerusalém e o assentamento de Maaleh Adumim. Planos para construir colônias na área, conhecida como E1, são fortemente combatidos pelos palestinos, que dizem que elas cortarão a Cisjordânia em duas, evitando a criação de um Estado palestino contínuo.

Em novembro de 2011, após a concessão do status de membro da Unesco à Palestina, Israel também acelerou a construção nas colônias da Cisjordânia ocupada.

'Passo histórico'

Abbas qualificou de "passo histórico para a independência" a votação da Assembleia Geral, mas admitiu que ainda há "um longo caminho" pela frente e propôs ao Hamas, que domina a Faixa de Gaza desde 2007, o fim das divisões.

"Estamos comprometidos em obter nossos direitos por meio da paz e de negociações e não temos medo de continuar realizando qualquer esforço possível para atingir nosso objetivo de forma pacífica." "Internamente, os palestinos têm uma ferida, a divisão, e agora é o momento de acabar com isso, é o momento da reconciliação entre os palestinos", concluiu

O título de "Estado observador não-membro" é usufruído por outros, como o Vaticano, e dará aos palestinos acesso a outras organizações internacionais, mas não direito a voto na Assembleia ou de propor resoluções nem postular-se a cargos na ONU.

Com BBC

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG