Tribunal da ONU absolve ex-premiê do Kosovo acusado de crimes de guerra

Em segundo julgamento, Corte em Haia confirma veredicto e diz não ter provas de que Ramush Haradinaj supervisionou tortura e assassinatos durante conflito por independência

iG São Paulo |

O Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) absolveu nesta quinta-feira o ex-premiê do Kosovo Ramush Haradinaj da acusação de ter cometido crimes de guerra durante o conflito que levou à independência do país (1998-1999).

Haradinaj, que era comandante militar durante a guerra, foi acusado de chefiar uma campanha de tortura e assassinatos contra sérvios. Ele já tinha sido absolvido há quatro anos, mas em 2010, após apelo da acusação, o TPII ordenou um novo julgamento, dizendo que algumas testemunhas tinham sido "severamente intimidadas".

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AP
O ex-premiê do Kosovo Ramush Haradinaj durante julgamento em Haia

Novamente, o tribunal considerou que a promotoria não conseguiu provar seu caso. "A câmara julga o réu inocente de todas as acusações", declarou o juiz Bakone Justice Moloto em audiência pública em Haia, sede do TPII.

O veredito foi comemorado pelo público da galeria do tribunal onde se encontravam partidários e familiares de Haradinaj, de 44 anos, antigo dirigente do Exército de Libertação do Kosovo (UCK) e considerado um herói em seu país. Autoridades sérvias, por sua vez, protestaram e disseram que o veredicto aumentará o sentimento anti-União Europeia na Sérvia, que é candidata para se unir ao bloco.

Outros dois acusados, Idriz Balaj, 41 anos, comandante especial das "Águias negras" do UCK, e Lahi Brahimaj, 42 anos, outro ex-dirigente do UCK, também foram absolvidos das acusações de assassinato e tortura.

Como Haradinaj, Balaj tinha sido absolvido em 2008 de 37 acusações de crimes contra a humanidade e de crimes de guerra. Brahimaj tinha sido condenado a seis anos de prisão por tortura e, ao mesmo tempo, absolvido das outras acusações que pesavam contra ele.

Haradinaj e Balaj foram julgados por crimes supostamente cometidos no centro de detenção improvisado de Jablanica. A acusação pedia no mínimo 20 anos de prisão para os três homens.

Com AFP e BBC

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