Fundador do WikiLeaks sofre problemas pulmonares, diz embaixadora do Equador

Segundo Ana Albán, Assange é regularmente examinado por médicos em embaixada equatoriana em Londres, onde está abrigado desde junho

iG São Paulo | - Atualizada às

AP
O criador do WikiLeaks, Julian Assange, participa de evento em Nova York via videoconferência (26/09)

O fundador do WikiLeaks , Julian Assange , sofre de uma doença pulmonar crônica que pode se agravar a qualquer momento e é regularmente examinado por médicos, disse na quarta-feira a embaixadora do Equador no Reino Unido.

Assange, de 41 anos, está abrigado desde junho na Embaixada do Equador em Londres para evitar sua extradição para a Suécia, onde é suspeito de crimes sexuais . Ele pode ser preso se sair do prédio.

Dois meses depois: Equador concede asilo político ao fundador do WikiLeaks

"Ele tem uma queixa pulmonar crônica que pode piorar a qualquer momento. O Estado equatoriano está cobrindo os custos médicos do senhor Assange, e arranjamos visitas regulares de médicos para verificar sua saúde", disse a embaixadora Ana Albán a uma TV local durante visita a Quito, antes de reunião anual do corpo diplomático equatoriano com o presidente Rafael Correa.

Albán informou que o ativista sofre porque vive "em um espaço confinado". "A Embaixada conta com poucas janelas, além de a cidade ser escura nesta época do ano; há pouca luz do dia em Londres." O australiano "está exposto a qualquer problema de saúde por falta de luz solar e ar fresco", afirmou a embaixadora.

No mês passado, o Equador solicitou ao Reino Unido um salvo-conduto que permita ao ativista eventualmente ir ao hospital sem ser preso. Segundo a embaixadora, seu país "está aguardando uma reunião" com o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, e com a ministra britânica do Interior, Theresa May, para discutir o futuro do ativista.

O ativista irritou os americanos em 2010 por divulgar milhares de documentos diplomáticos sigilosos . Ele diz que a extradição para a Suécia pode ser apenas um pretexto para que ele seja transferido para os Estados Unidos, onde pode ser condenado à morte por revelar documentos secretos do governo americano.

*Com Reuters, AFP e Ansa

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