Espanha, Suíça e Dinamarca apoiarão pedido palestino por novo status na ONU

Países se unem à França no apoio à iniciativa palestina de passar de 'entidade observadora' para 'Estado observador não-membro'

iG São Paulo |

A Espanha e a Suíça votarão a favor de conceder status de não-membro aos palestinos na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que será votada nesta quinta-feira.  no fim desta semana. Para aprovar a mudança, os palestinos precisariam de dois terços dos 194 votos da Casa. A França anunciou apoio à medida na terça-feira.

Leia também:  França anuncia apoio a pedido palestino por status na ONU

A Autoridade Palestina, de Mahmoud Abbas, pede que organização aprimore seu status de "entidade observadora" para " Estado observador não-membro " até o fim de 2012, que é usufruído por outros, como o Vaticano, e daria aos palestinos acesso a outras organizações internacionais.

Para os palestinos, a medida também seria um passo importante em direção a uma solução de dois Estados com Israel. A votação deve ocorrer na quinta-feira.

"A Espanha votará 'sim' ao pedido palestino, por coerência com nossa história e porque acreditamos que é a solução mais adequada para nos aproximarmos da paz", afirmou o ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel García-Margallo.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, havia sinalizado o apoio na terça-feira. O governo da Suíça também votará a favor dos palestinos, justificando que "a mudança de status deve permitir a revitalização do conceito de solução de dois Estados na perspectiva de negociações de paz israelo-palestinas".

O governo da Dinamarca também anunciou que votará a favor da iniciativa.

O pedido para a mudança de status é feito depois de a Autoridade Palestina ter visto fracassar sua tentativa de conseguir o reconhecimento de um Estado no ano passado pelo Conselho de Segurança da ONU. Esse pedido ambicioso não conseguiu reunir votos suficientes diante da dura pressão dos EUA.

Na segunda-feira, o movimento islâmico Hamas disse que apoiava a tentativa de Abbas de ganhar mais poder para os palestinos na ONU, no mais recente sinal de uma reaproximação entre os rivais políticos.

O anúncio do Hamas foi inesperado. O grupo não reconhece o direito de existência de Israel e rejeitou as tentativas anteriores de Abbas de promover a causa palestina no palco diplomático. Abbas comanda a Cisjordânia ocupada. O Hamas governa a Faixa de Gaza e acaba de travar um conflito de oito dias com Israel .

Com AFP

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