Após autoridade de Uganda dizer que M23 tinha concordado com retirada, líder político do grupo exige negociação com presidente

Os rebeldes congoleses do M23 impuseram nesta terça-feira suas condições para deixar a cidade de Goma, na República Democrática do Congo, conquistada por eles na semana passada. No sábado, os países dos Grandes Lagos deram prazo de 48 horas aos insurgentes para sair do local.

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Menino de 12 anos baleado no conflito entre rebeldes e forças do governo recebe tratamento em hospital de Goma
AP
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Entre as condições está a dissolução da comissão eleitoral e a liberdade de movimento para o líder da oposição, Etienne Tshisekedi, que perdeu a eleição presidencial no ano passado e, desde então, tem sua casa na capital, Kinshasa, sobre forte vigilância.

Mais cedo, o chefe das forças de Defesa de Uganda, Aronda Nyahayirima, disse à agência Reuters que o comandante militar do M23, Sultani Makenga, tinha concordado em deixar Goma e a cidade vizinha de Sake até a tarde desta terça-feira. O acordo teria sido alcançado durante uma reunião na segunda-feira.

Porém, em uma entrevista coletiva em Goma, o líder político do grupo, Jean-Marie Runiga, disse que os rebeldes exigem negociações com o presidente congolês, Joseph Kabila. "Se Kabila aceitar nossas condições, sairemos (das cidades) rapidamente", disse Runiga.

O governo classificou as novas exigências de "farsa". "Se a cada dia eles tiverem novas demandas, isso ficará ridículo. Já não estamos mais no reino da seriedade", disse o porta-voz da presidência, Lambert Mende.

Há relatos de que outro grupo rebelde atacou a região próxima à fronteira com Ruanda. Tanto o governo ruandês quanto o de Uganda negaram acusações de que estão apoiando os rebeldes.

Com AFP e BBC 

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