Ex-chanceler de Israel Tzipi Livni volta à política com novo partido

Ex-líder do Kadima anuncia criação do centrista 'O Movimento' a menos de dois meses das eleições de janeiro de 2013

iG São Paulo |

AP
Ex-chanceler de Israel Tzipi Livni (maio/2010)

Tzipi Livni, ex-ministra israelense das Relações Exteriores e e ex-líder do partido centrista Kadima , anunciou nesta terça-feira seu retorno à política e a criação de um novo partido de centro depois de quase sete meses de ausência. "Decidi voltar à política e criar um partido político que nomeei de 'O Movimento'", declarou Livni em uma coletiva a menos de dois meses das eleições de 22 de janeiro.

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Livni, 54 anos, criticou o governo de direita de Benjamin Netanyahu por sua atuação durante as recentes hostilidades em Gaza e na gestão da questão palestina. "Tudo está de cabeça para baixo. Está claro que o movimento islâmico Hamas (no poder em Gaza) não enfraqueceu militarmente, ao contrário, foi fortalecido politicamente (pela ofensiva israelense)", afirmou.

"O atual governo está negociando com o Hamas, que realizou ataques contra Israel e congela qualquer diálogo com aqueles que tentam impedir os ataques", acrescentou, em referência à Autoridade Palestina de Mahmud Abbas.

Na segunda-feira, mediadores egípcios começaram a conversar separadamente com o Hamas e com Israel para formatar os detalhes de um cessar-fogo alcançado na semana passada para pôr fim aos oito dias de violência na Faixa de Gaza.

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Livni reiterou o seu compromisso com um "Estado judeu e democrático", um mantra para a experiente diplomata israelense durante o governo de Ehud Olmert, convencida da necessidade de uma divisão territorial com os palestinos para preservar a democracia israelense.

Segundo a imprensa israelense, a nova legenda incluirá membros de seu ex-partido de centro-direita e personalidades como o general aposentado Yitzhak Ben Israel e o ex-embaixador israelense na França Danny Shek.

Em 1º de maio, ela anunciou sua demissão do Parlamento, um mês depois de ser derrotada nas primárias do Kadima. "Israel está em um vulcão. O relógio internacional não para, e a existência de Israel como um Estado judeu e democrático está em perigo de morte", disse antes de apresentar sua renúncia ao presidente do Parlamento, Reuven Rivlin.

O retorno de Livni ocorre no dia seguinte ao anúncio surpresa da aposentadoria do ministro da Defesa , Ehud Barak, ex-líder do Partido Trabalhista ligado ao chefe do governo Netanyahu. A advogada fez sua carreira política no Likud (direita), que deixou no final de 2005 para se juntar a Ariel Sharon, fundador do Kadima.

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Tzipi, então, tomou a frente do Kadima em 2009, substituindo Olmert, que renunciou após escândalos de corrupção . A ex-chanceler, que se apresenta como uma personalidade íntegra, renunciou ao sonho da "Grande Israel" e defende a criação de um Estado palestino ao lado da nação judia, mesmo que exigindo a manutenção dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada.

Seus críticos a acusam de inexperiência e de não ter a estatura de um líder para a segurança de Israel.

*Com AFP e Reuters

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