Ministro de Defesa de Israel anuncia fim da vida política

Ehud Barak faz o anúncio dias depois de ofensiva israelense em Gaza e a semanas das eleições gerais

iG São Paulo |

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, militar mais condecorado do país, anunciou nesta segunda-feira que vai deixar a política. O anúncio de Barak, que já foi premiê, acontece depois de uma ofensiva em Gaza e a poucas semanas das eleições gerais de Israel.

"Anuncio a minha decisão de abandonar a vida política e não disputar as eleições legislativas de 22 de janeiro. Encerrarei minha função de ministro da Defesa com a formação do próximo governo, dentro de três meses", afirmou Barak em uma entrevista coletiva em Tel Aviv.

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O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, anuncia fim de sua carreira política em Tel Aviv

Barak disse que deseja dedicar mais tempo à família. "Sinto que esgotei minha atividade política, que nunca foi um objeto de desejo para mim. Há muitas formas de servir ao país além da política", acrescentou. "Quero estudar, escrever, viver e aproveitar."

Barak, considerado um dos melhores especialistas militares do país, teve uma carreira de grande prestígio e entrou para a vida política em meados dos anos 1990, depois de deixar o Exército. Ele foi primeiro-ministro entre 1999 e 2001.

Em 2011, deixou o Partido Trabalhista para conservar o cargo de ministro de Defesa no governo do atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, integrado principalmente por partidos religiosos e de extrema direita.

Barak e Netanyahu tiveram um relacionamento próximo nos últimos quatro anos, mas há rumores de que se desentendiam recentemente quanto a um ataque às instalações nucleares do Irã.

Alguns integrantes do Likud, o partido de Netanyahu, pediam a substituição do ministro.

O anúncio é feito cinco dias depois do fim da operação israelense "Pilar de Defesa" contra os grupos armados palestinos de Gaza, que segundo Barak teve um balanço positivo "até o momento".

Israel lançou a ofensiva contra o Hamas e outras facções de Gaza no dia 14 de novembro, com o objetivo declarado de parar com os ataques de foguetes palestinos. Os oito dias de violência - o pior confronto entre os dois lados desde a invasão israelense a Gaza há quatro anos - mataram 161 palestinos, incluindo 71 civis, e cinco israelenses.

O anúncio de Barak também surpreendeu pelo fato do Partido da Independência, ao qual pertence, ter ganhado apoio após a ofensiva. A expectativa é que Netanyahu continue no cargo.

Com AP e AFP

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