Manifestantes da oposição entram em choque com a polícia na Tailândia

Segundo a polícia, cinco agentes ficaram feridos e 130 manifestantes foram detidos; grupo monarquista que exige que a premiê deixe o governo reuniu 10 mil pessoas na praça central

iG São Paulo | - Atualizada às

Manifestantes que exigiam que a primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra, deixasse o cargo se reuníram neste sábado (24) no centro de Bangcoc em um protesto contra o governo. Houve confrontos com a polícia, que usou bombas de gás lacrimogênio para conter as pessoas.

O protesto foi organizado por um grupo monarquista que acusa Yingluck de ser um fantoche do seu irmão, Thaksin Shinawatra, deposto em um golpe. Ao menos cinco policiais ficaram feridos nos confrontos.

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Manifestantes e policiais entraram em confronto neste sábado


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Apesar de o protesto ter sido pacífico, alguns manifestantes em uma rua próxima tentaram sem sucesso atravessar uma barreira da tropa de choque da polícia, o que provocou confrontos. Bombas de gás lacrimogênio foram atiradas pelos policiais e pelos manifestantes. Outros participantes da manifestação tentaram escalar as barreiras de arame farpado e concreto, bloqueando a entrada do local.

O porta-voz da polícia Piya Utayo disse que dois dos cinco policiais feridos estavam em estado grave. Ele afirmou também que 130 manifestantes foram detidos, alguns deles carregando facas e balas de revólver.

A manifestação foi a maior desde que o atual governo assumiu o poder, e tem acirrado a divisão política do país que existe desde que Thaksin Shinawatra deixou o poder após um golpe militar em 2006, trazendo anos de instabilidade interna.

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O grupo intitulado Pitak Siam, ou Proteja a Tailândia, é liderado pelo general Boonlert Kaewpraist, que acusa o governo de Yingluck de corrupção e de ignorar os insultos feitos à monarquia.

Yingluck levou a ameaça de manifestação a sério e acusou os manifestantes de tentar derrubar seu governo, que assumiu o poder em 2011, após eleições. No início da semana, Yingluck ordenou que cerca de 17 mil policiais fossem deslocados para a praça onde ocorreria a marcha e invocou uma lei especial de segurança, alegando preocupação de que o protesto pudesse se tornar violento.

Os organizadores da manifestação haviam anunciado que centenas de milhares de pessoas participariam da marcha, que ocorreu na Praça Real, perto do Parlamento. Mas na tarde de sábado, apenas cerca de 10 mil tomaram a praça. Falando do palco central da manifestação no sábado, Boonlert pediu aos presentes que a manifestação continuasse pacífica, mas acrescentou: "Eu prometo que Pitak Siam vai conseguir tirar esse governo".

Com BBC e AP

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