Líderes africanos pedem que rebeldes congoleses acabem com guerra

Chefes de Estado se reuniram em Uganda, em meio a avanços de rebeldes, supostamente apoiado por Ruanda; chefe do movimento M23 também está na cidade

iG São Paulo |

Chefes de Estado da África pediram neste sábado (24) aos rebeldes da República Democrática do Congo que parassem a guerra e deixassem a cidade de Goma, tomada pelo grupo no início desta semana .

Os líderes se encontraram na capital de Uganda , Campala, para tentar encerrar o conflito, depois que rebeldes do M23 disseram que planejavam "libertar" o grande país do centro africano. M23 teria o apoio do vizinho Ruanda, mas o país nega.

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AP
Congoleses desabrigados preparam comida no campo de Mugunga, próximo à cidade de Goma, ocupada pelos rebeldes

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O comunicado dos presidentes pede que o M23 pare de tentar derrubar o governo eleito e "interrompa todas as atividades de guerra e deixe Goma".

Jean-Marie Runiga, chefe político do M23 também estava em Campala, mas não disponível para comentar o assunto. Não está claro se Runiga se encontrará com o presidente do Congo, Joseph Kabila.

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Kabila e os presidentes da Tanzânia, Yoweri Museveni, e o do Quênia, Mwai Kibaki, participaram do encontro. O de Ruanda, Paul Kagame, não participou, mas a ministra das Relações Exteriores, Louise Mushikiwabo, representou o chefe de Estado.

Os líderes resolveram posicionar um contingente da ONU em Goma para ocupar e dar segurança na zona neutra entre a cidade e as regiões tomadas pelo M23. Goma é sede de uma força da ONU que tem o objetivo de ajudar as tropas do governo a proteger civis.

O comunicado também disse que a polícia foi desarmada em Goma pelo M23, e que deve ser rearmada para continuar trabalhando.

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O M23 foi formado em abril por amotinados do Exército que acusaram Kabila de renegar um acordo de paz de um conflito anterior. O movimento agora diz que pretende "libertar" o país inteiro e rejeitou um pedido de nações regionais para sair de Goma.

O conflito aumentou as tensões entre o Congo e sua pequena, mas militarmente poderosa vizinha Ruanda, que Kinshasa, apoiado por especialistas das Nações Unidas, acusa de apoiar os rebeldes secretamente.

Kigali tem uma história de intromissão em conflitos do Congo, que mataram cerca de 5 milhões desde 1998. Kagame nega repetidamente a acusação e culpa as potências mundiais e o Congo de buscar um bode expiatório para o seu fracasso.

Com Reuters

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