Segundo autoridades, pedido partiu da própria Maria Alyokhina, condenada à prisão por protesto contra Putin em catedral de Moscou

Reuters

A ativista russa Maria Alyokhina, integrante da banda punk Pussy Riot presa por um protesto em Moscou, foi transferida para uma cela solitária por causa de tensões com outras prisioneiras. De acordo com autoridades da Rússia, o pedido de transferência foi feito pela própria.

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Maria Alyokhina (centro) durante julgamento do Pussy Riot em Moscou (arquivo)
AP
Maria Alyokhina (centro) durante julgamento do Pussy Riot em Moscou (arquivo)

"Algumas tensões surgiram nos relacionamentos e, aparentemente, para evitar que essa situação se agrave, ela decidiu submeter uma solicitação à liderança da prisão, e eles a transferiram para uma cela solitária", disse uma porta-voz do serviço carcerário.

A porta-voz desmentiu relatos da imprensa russa de que Mari teria tido atritos por questões religiosas com as colegas da prisão onde ela se encontra, a mais de mil quilômetros de Moscou.

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A ativista de 24 anos cumpre dois anos de prisão por ter participado de um protesto contra o presidente Vladimir Putin numa catedral ortodoxa de Moscou. Além dela, também foi condenada Nadezhda Tolokonnikova, de 22 anos. Em outubro, ambas foram enviadas para campos de trabalho no interior do país. 

Elas foram condenadas por "vandalismo motivado por ódio religioso" durante o "show-protesto" realizado em 21 de fevereiro, quando invadiram a catedral.

Outra integrante presa, Yekaterina Samutsevich, foi libertada porque a Justiça russa entendeu que ela não participou do protesto de forma tão intensa quanto as amigas.

Com Reuters

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