EUA expressam preocupação com medidas de presidente do Egito

Emendas constitucionais impedem que decretos, leis e decisões de Mohammed Morsi sejam questionadas na Justiça

iG São Paulo |

Os Estados Unidos estão preocupados com a recente decisão do presidente do Egito, Mohammed Morsi, de conceder a si próprio superpoderes , disse nesta sexta-feira o Departamento de Estado americano.

Em meio aos confrontos:  Presidente defende novos poderes

AP
Manifestante inadem escritório de Irmandade Muçulmana na cidade de Alexandria

Violência: Opositores de líder egípcio atacam escritórios da Irmandade Muçulmana

Morsi emitiu na quinta-feira um decreto que coloca as suas decisões acima do alcance da lei até que um novo Parlamento seja eleito, o que provocou protestos violentos no centro do Cairo, capital do país, e em outras cidades egípcias nesta sexta-feira.

O governo afirmou que o decreto apenas busca acelerar a transição, que tem enfrentado obstáculos legais, mas opositores qualificaram Morsi como um "faraó" que quer impor sua visão islâmica sobre o Egito.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, reuniu-se na quarta-feira com Morsi para agradecê-lo pelos esforços de mediação do cessar-fogo no conflito entre o Hamas e Israel na Faixa de Gaza.

"As decisões e declarações anunciadas em 22 de novembro provocam preocupação para muitos egípcios e para a comunidade internacional", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, em comunicado.

Emenda: Presidente do Egito amplia seus poderes e destitui procurador-geral

"O atual vazio constitucional no Egito apenas pode ser resolvido com a adoção de uma Constituição que inclua contrapesos e equilíbrios e respeite as liberdades fundamentais, direitos individuais e um Estado de direito consistente com os compromissos internacionais do Egito", acrescentou.

A polícia egípcia disparou gás lacrimogêneo perto da Praça Tahrir, no Cairo, coração dos protestos que derrubaram o ex-presidente Hosni Mubarak em 2011.

Milhares de pessoas se reuniram para exigir a renúncia de Morsi, que acusaram de promover um "golpe". Também houve violentos protestos em Alexandria, Port Said e Suez.

    Leia tudo sobre: euaegitomorsiirmandade muçulmana

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG