Israel e Hamas chegam a acordo de cessar-fogo, anunciam EUA e Egito

Pacto entra em vigor após ser anunciado por chanceler egípcio e secretária de Estado americana, Hillary Clinton; conflito de oito dias termina com total de 166 mortos

iG São Paulo | - Atualizada às

Israel e o movimento islâmico Hamas, que detém o controle da Faixa de Gaza desde 2007, chegaram a um acordo de cessar-fogo para pôr fim à semana de violência que deixou 161 palestinos, incluindo dezenas de civis, e cinco israelenses mortos. Moradores do território palestino saíram às ruas para celebrar a notícia.

Íntegra do texto: Leia o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas

Celebração: Palestinos de Gaza celebram cessar-fogo; novos foguetes atingem Israel

AP
Chanceler do Egito, Mohamed Kamel Amr, e secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, anunciam acordo de cessar-fogo para conflito em Gaza

Diplomacia:  Obama envia Hillary ao Oriente Médio para conter crise em Gaza

O ministro de Relações Exteriores egípcio, Mohammed Kamel Amr, disse que o cessar-fogo entraria em vigor às 21 horas locais (17h em Brasília). "Esses esforços (diplomáticos) resultaram em entendimentos para cessar o fogo, restaurar a calma e acabar com o derramamento de sangue dos últimos tempos", disse o chanceler.

Ele fez o anúncio do lado da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton , que foi enviada à região pelo presidente Barack Obama na terça-feira para juntar-se aos esforços para conter uma escalada do conflito. Expectativas similares na terça-feira não chegaram a produzir um acordo .

Em Jerusalém, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou o acordo, dizendo que concordou com ele depois de consultas com Obama. "(Netanyahu) falou rapidamente com o presidente Barack Obama e concordou com sua recomendação de dar uma chance à proposta de cessar-fogo egípcia, e dessa forma fornece uma oportunidade para estabilizar a situação e acalmá-la antes que mais ações fortes sejam necessárias", disse em nota o governo israelense.

A Casa Branca afirmou que Obama elogiou Netanyahu por aceitar o acordo. "O presidente expressou sua estima pelos esforços do primeiro-ministro em trabalhar com o novo governo egípcio para alcançar um cessar-fogo sustentável e uma solução mais duradoura para esse problema."

A Casa Branca acrescentou que Obama reiterou seu compromisso com a segurança de Israel e também disse que ele está comprometido em buscar fundos para programas conjuntos de defesa de mísseis.

Na coletiva no Cairo, Hillary afirmou que o cessar-fogo aconteceu em um momento crucial para países no Oriente Médio. "Esse é um momento crítico para a região. O novo governo do Egito está assumindo a responsabilidade e a liderança que há muito tem feito desse país uma pedra angular para a estabilidade regional e a paz", disse.

Antes do cessar-fogo: Violência continua em Gaza e ônibus explode em Tel Aviv

A chanceler americana também agradeceu o presidente do Egito, Mohammed Morsi, por seus esforços de mediação e prometeu trabalhar com parceiros na região "para consolidar esse progresso, melhorar as condições para o povo de Gaza, fornecer segurança para o povo de Israel".

O anúncio do pacto foi feito no mesmo dia em que uma bomba explodiu em um ônibus na cidade israelense de Tel Aviv , deixando 21 feridos. Ao menos 11 foram mortos em Gaza nesta quarta-feira.

Minutos antes de o acordo entrar em vigor, houve uma rajada de foguetes palestinos e ataques aéreos de Israel, incluindo um que matou um homem pouco antes de o pacto começar. Depois das 21 horas, os bombardeios israelenses cessaram, mas os lançamentos de foguete continuaram, com ao menos 12 atingindo Israel no período de uma hora desde o início da trégua, disse o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld.

Desde o início dos confrontos, em 14 de novembro, Israel lançou mais de 1,5 mil ataques aéreos contra alvos de Gaza, enquanto mais de 1,5 mil foguetes atingiram Israel.

Veja imagens dos oito dias de conflito:

Esforços diplomáticos

O envio de Hillary ao Oriente Médio marcou o envolvimento mais forte dos EUA no conflito. Apesar de o governo americano ter apoiado o direito de defesa de Israel, o governo Obama alertou seu aliado contra engajar-se em uma invasão terrestre que aumentaria ainda mais a violência.

Nesta quarta, Hillary manteve encontros com Netanyahu, com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, em Ramallah (Cisjordânia) e com autoridades no Cairo, onde os esforços para um acordo eram realizados havia dias.

*BBC, AP e Reuters

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