Negociações para cessar-fogo ainda estão em andamento, diz Israel

Oficial do Hamas tinha dito que um 'período de calma' seria anunciado, mas autoridades do grupo islâmico recuaram, afirmando que Israel 'não concordou com seus termos'

iG São Paulo | - Atualizada às

Um acordo de cessar-fogo entre Israel e os militantes do Hamas na Faixa de Gaza ainda está em andamento e não foi finalizado, disse à rede americana CNN nesta terça-feira (20) o porta-voz do governo de Israel Mark Regev. Segundo Regev, "a bola ainda está em jogo".

Ele acrescentou que Israel não está interessada em dar um "tempo" permitindo que o Hamas se reorganize após os ataques israelenses. "Nós queremos uma nova realidade" na qual israelenses não tenham que viver sob o disparo dos foguetes do Hamas, acrescentou.

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U m oficial do Hamas disse à CNN que um "período de calma" seria anunciado na noite de hoje. Entretanto, outras autoridades recuaram e disseram que havia chances de a trégua não ocorrer nesta terça-feira. O porta-voz do Hamas Sami Abu Zuhri afirmou que Israel não concordou com os termos que poderiam suspender o conflito. 

"O período de calma" poderia parar a violência, mas não seria o mesmo que um cessar-fogo, com o qual Israel ainda não concordou. Autoridades israelenses disseram apenas que "intensos esforços" estavam sendo feitos para por fim ao conflito. Segundo a mídia israelense, o ministro da Defesa Ehud Barak teria dito em uma reunião fechada que Israel queria um período teste de 24 horas sem disparo de foguetes, para ter certeza se o Hamas pode garantir uma trégua.

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Mais cedo, o presidente do Egito, Mohammed Morsi, disse que esperava que a "agressão" contra a Faixa de Gaza fosse interrompida ainda nesta terça, mas não ofereceu qualquer prova para apoiar sua declarção. O Egito tem tentado alcançar uma trégua no conflito que já dura sete dias e deixou mais de cem palestinos e cinco israelenses mortos. 

Israel adiou seus planos para uma operação terrestre no território palestino , controlado pelo grupo islâmico Hamas desde 2007, com o objetivo de dar mais tempo às negociações de cessar-fogo que são mantidas no Cairo. "Tomamos a decisão de suspender provisoriamente qualquer projeto de ofensiva terrestre para dar todas as oportunidades de êxito aos esforços diplomáticos", disse uma fonte israelense, após a reunião da noite de segunda-feira do gabinete de segurança restrito do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Havia informações de que Israel esperaria até quinta-feira por um acordo. Aviões israelenses despejaram nesta terça-feira folhetos sobre partes de Gaza no início do dia , conclamando a população a deixar suas casas e se dirigir para o centro da Cidade de Gaza - estimulando temores de que uma invasão por terra era iminente.

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Em uma coletiva conjunta com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon , o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que, se uma solução de longo prazo puder entrar em vigor por meios diplomáticos, "então Israel seria um parceiro de tal solução". "Mas se uma ação militar mais forte provar ser necessária para parar os lançamentos de foguetes palestinos, Israel não hesitará em fazer o que for necessário para defendeu seu povo", advertiu.

A violência entre Israel e o Hamas se intensificou no dia 14, após a morte do comandante militar do grupo islâmico Ahmed Jabari , em um ataque aéreo israelense. Israel afirma que a morte de Jabari e o bombardeio a Gaza são respostas aos disparos de foguetes por militantes palestinos contra seu território.

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Nesta terça-feira, Israel conduziu alguns ataques e foguetes foram lançados contra Israel, principalmente tendo como alvo o sul do país. Um deles atingiu Eskhol e matou o soldado israelense Yosef Fartuk, 18 anos, o que representa a primeira perda militar do país desde o começo do conflito. Segundo a rede britânica BBC, sua família foi notificada.

Também nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu enviar a secretária de Estado Hillary Clinton , que estava com ele em Phnom Penh (Camboja), a Israel, Egito e Ramallah, em uma iniciativa para tentar conter a escalada da crise.

A viagem de Hillary marca o envolvimento mais forte de Obama no conflito. Apesar de os EUA terem apoiado o direito de defesa de Israel, o governo Obama alertou seu aliado contra engajar-se em uma invasão terrestre que aumentaria ainda mais a violência.

Na segunda-feira, o número de mortos no conflito passou de cem . Até esta terça, fontes de saúde de Gaza disseram que o total de mortos entre os palestinos é de 133, incluindo ao menos 54 civis. Cerca de 840 ficaram feridos, incluindo 225 crianças. Do lado de Israel, nesta terça-feira, um soldado israelense e um civil que trabalhava para militares foram mortos, atingidos pelo disparo de foguete do Hamas. Na quinta-feira, outros três civis israelenses foram mortos com disparos de foguetes. Segundo o Exército, mais de 1 mil foguetes foram disparados contra Israel nesta semana.

*Com BBC, CNN, AP e Reuters

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