Comunidade internacional aumenta pressão por fim da violência em Gaza

Secretário-geral da ONU pede cessar-fogo enquanto se dirige para o Cairo, onde ocorrem negociações para acabar com o conflito

iG São Paulo | - Atualizada às

A pressão internacional aumentou nesta segunda-feira pelo fim do conflito entre Israel e palestinos na Faixa de Gaza, que desde quarta-feira deixou dezenas de mortos e centenas de feridos.

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AP
Palestinos carregam os corpos de membros da família Daloo durante funeral na Cidade de Gaza (19/11)

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que se encaminha para a região para participar de negociações no Cairo, pediu um cessar-fogo após um único ataque ter matado ao menos 11 civis, em sua maioria mulheres e crianças de uma mesma família.

"Isso precisa parar", disse Ban, pedindo para os dois lados cooperarem com os esforços liderados pelo Egito para chegar a um cessar-fogo. "Estou me dirigindo à região para fazer pessoalmente um apelo pelo fim da violência e para contribuir com os esforços que já existem com esse objetivo."

Ban uniu-se a um coro de diplomatas árabes e ocidentais que pedem um fim para a crise que estimulou temores de uma repetição da invasão de Israel na Faixa de Gaza em 2008, lançada também em resposta a ataques de foguetes contra o território israelense a partir do enclave palestino. Ao menos 1,4 mil morreram no conflito.

Ao lançar a ofensiva deste ano, Israel declarou ter como objetivo acabar com o arsenal dos militantes de Gaza e forçar o Hamas a parar de lançar foguetes contra cidades da fronteira do sul israelense. Os militantes palestinos durante anos miraram essas cidades, e agora ampliaram o alcance para locais mais distantes, como Tel Aviv e Jerusalém .

A morte de civis começou a aumentar no domingo, depois de Israel advertir que lançaria mais ataques contra casas de ativistas do grupo islâmico Hamas , que controla a Faixa de Gaza desde 2007. No caso do ataque com 11 mortos, o alvo era o policial do Hamas Mohamed Daloo.

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Entretanto, a nova tática mostra o início de uma nova e arriscada fase da operação, por causa da probabilidade de mortes de civis no populoso território de 1,6 milhão de palestinos. No total, segundo a agência Associated Press, 96 palestinos, incluindo 50 civis, foram mortos desde quarta-feira, enquanto mais de 700 ficaram feridos. Foguetes disparados de Gaza mataram três civis israelenses e feriram dezenas de outros.

No sábado, a Autoridade Palestina (AP) pediu uma reunião de emergência da Liga Árabe para discutir os ataques israelenses contra a Faixa de Gaza. A AP é governada pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, cujo movimento secular Fatah foi expulso de Gaza há cinco anos pelo Hamas.

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Abbas, cujo governo fica na Cisjordândia, tem sido acusado por alguns palestinos de não ter reagido energicamente aos ataques aéreos de Israel contra Gaza. No sábado, chanceleres de países árabes condenaram a ofensiva israelense. Na ocasião, o chanceler palestino, Riad Malki, solicitou apoio financeiro aos EUA.

Durante um encontro de emergência no sábado, o chanceler palestino, Riad Malki, pediu à Liga Árabe a realização de um encontro de emergência e solicitou apoio financeiro aos Estados árabes. O chefe da Liga Árabe e um grupo de chanceleres árabes visitarão a Faixa de Gaza na terça-feira, numa demonstração de solidariedade aos palestinos.

*Com AP e Reuters

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