Rebeldes na República Democrática do Congo avançam para arredores de Goma

Ofensiva contra importante cidade no leste do país acontece oito meses após o início dos novos combates entre o movimento M23 e o exército congolês

iG São Paulo |

Rebeldes do movimento M23 na República Democrática do Congo alcançaram os arredores de Goma, no leste do país, neste domingo. A ofensiva pretende recuar forças pacificadores das Nações Unidas baseadas na região e pressionar tropas do governo. Um porta-voz do grupo, no entanto, afirmou que não a intenção não é tomar a cidade.

Em quatro dias de combates, os rebeldes avançaram o mais perto de Goma até o momento desde o levante iniciado há oito meses. Goma é a capital província de Kivu do Norte e base do quartel-general da missão de pacificação da ONU no leste da Repbúclica Democrática do Congo.

AP
Soldado do M23 é visto na cidade de Rubare, no estado de Kivu do Norte, disputado por rebeldes e exército

O movimento M23 é um grupo fortemente armado que supostamente recebe apoio de tropas de Ruanda, vizinho ao leste. Essa é a primeira vez que rebeldes se aproximam de Goma desde 2008, época em que o conflito esteve em seu momento mais violento. Segundo a rede BBC, o Conselho  de Segurança da ONU criticou a ação do M23 e pediu para que países parem de financiá-lo.

O porta-voz do M23, coronel Vianney Kazarama, disse que os soldados rebeldes avançaram para a distância de dois quilômetros de Goma. "Não vamos tomar o aeroporto, nós estamos respondendo a um ataque pelo exército... estamos apenas fazendo isso para minar a capacidade do FARDC (exército congolês)", disse Kazarama.

Já o coronel Olivier Hamuli, porta-voz do exército do Congo, falou brevemente à Reuters por telefone antes de a chamada ser cortada. "Há combates a cerca de cinco quilômetros do aeroporto", disse ele.

As Nações Unidas possuem cerca de 6.700 forças de pacificação em Kivu do Norte, com cerca de 1.400 tropas em Goma e nas áreas ao redor. As forças da ONU têm um mandato de proteger civis.

Mais de 750 mil pessoas fugiram de suas casas desde os confrontos no leste do Congo começaram, em abril, quando um grupo de soldados se rebelou do exército nacional da República Democrática do Congo e formou o M23.

Com Reuters e BBC

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