Países do sudeste asiático criticam posição da China sobre ilhas disputadas

Primeiro-ministro do Camboja, país que preside bloco regional neste ano, deve pressionar o colega chinês, Wen Jiabao, durante reunião diplomática

iG São Paulo |

Em rara demonstração de unidade neste domingo, países do Sudeste Asiático criticaram a posição tomada pelo governo chinês na disputa das ilhas no Mar do Sul da China , que atualmente pertencem ao Japão. Dez membros da Associação dos Países do Sudeste Asiático (Asean, em inglês) exigiram as primeiras negociações oficiais com Pequim para resolver a polêmica marítima.

As críticas foram proferidas enquanto o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, desembarcava no Camboja para reuniões com líderes regionais. Em julho, as primeiras iniciativas para determinar um acordo formal fracassaram de forma constrangedora. A região onde ficam as ilhas senkaku, em japonês, e diaoy, em chinês, é supostametne rica em mineirais e petróleo.

AP
Barcos chineses são vistos próximo a território disputado entre China e Japão na região do sudeste asiático

O primeiro-ministro cambojano, Hun Sem, dirá a Wen que a Asean quer começar, o mais rápido possível, as negociações sobre um Código de Conduta vinculativo, visando reduzir a chance de embates navais, disse a jornalistas o secretário-geral da Asean, Surin Pitsuwan.

Leia também: Chineses protestam contra Japão e reivindicam ilhas disputadas

"O próprio primeiro-ministro Hun Sen discutirá com o premiê da China hoje à noite e apresentará esse consenso do lado dos outros países do Sudeste Asiático", disse Surin. "Eles gostariam de ver o início dessa discussão o mais rápido possível porque essa é uma questão de interesse, preocupação e temor da comunidade internacional".

As reivindicações chinesas no Mar do Sul da China semearam profundas divisões no bloco em uma época na qual os gastos militares na região estão aumentando e os Estados Unidos estão voltando a atenção para a Ásia. O presidente americano Barack Obama também participa de um giro pela região e estará na Tailândia nos próximos dias.

O Camboja, um aliado da China, vem usando seus poderes como presidente da Asean este ano para limitar a discussão sobre a questão, seguindo a visão de Pequim de que as disputas deveriam ser feitas bilateralmente.

A China disse que estaria pronta para discutir o Código de Conduta quando for "o momento certo".

As estimativas da reserva de petróleo do sul Mar da China, incluindo previsões comprovadas e não descobertas, vão até 213 bilhões de barris, segundo relatório de 2008 da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos.

Com Reuters

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