Israel intercepta foguete que se dirigia a Tel Aviv

Recém-instalada bateria antimísseis Domo de Ferro impede chegada de projétil palestino de fabricação iraniana à cidade; Israel mantém ataques contra Faixa de Gaza

iG São Paulo | - Atualizada às

A recém-instalada bateria antimísseis Domo de Ferro do sistema de defesa de Israel interceptou de forma bem-sucedida um foguete de Gaza destinado a Tel Aviv neste sábado, informaram autoridades, enquanto sirenes soavam por toda a cidade pelo terceiro dia consecutivo.

Ataque: Foguetes atingem Tel Aviv pela 1ª vez desde a Guerra do Golfo

AP
Míssil israelense do Domo de Ferro é lançado perto da cidade de Be'er Sheva, sul de Israel, para interceptar foguete disparado da Faixa de Gaza

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As sirenes provocaram pânico, paralisando o tráfego e fazendo as pessoas correrem para se esconder. Muitos empurraram uns aos outros em busca de abrigo, informaram correspondentes da AFP. A rede de televisão israelense Channel 10 mostrou imagens ao vivo do Domo de Ferro disparando duas vezes contra o foguete que se aproximava.

"O foguete Fajr 5 que o Hamas lançou contra Tel Aviv foi interceptado pela nova bateria Domo de Ferro", afirmou Ofir Gendelman, um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro em sua conta oficial do Twitter. "Não há relatos de feridos ou danos."

Militantes das Brigadas Ezedine al-Qassam confirmaram que estavam por trás do lançamento do foguete, afirmando que lançaram um Fajr 5 de fabricação iraniana contra Tel Aviv.

Neste sábado, a aviação israelense bombardeou edifícios governamentais do Hamas na Faixa de Gaza, incluindo o gabinete do primeiro-ministro , depois que o governo de Israel autorizou a mobilização de até 75 mil reservistas como preparação para uma possível invasão terrestre ao território. Destes, cerca de 16 mil já foram de fato convocados para o serviço ativo.

Além do foguete lançado contra Tel Aviv, militantes palestinos lançaram outros projéteis, com um deles atingindo um prédio residencial na cidade portuária de Ashdod, destruindo várias sacadas. Segundo a polícia, o ataque deixou cinco feridos.

O Hamas, grupo islâmico palestino que governa a Faixa de Gaza, afirmou que mísseis israelenses arrasaram o prédio do gabinete do primeiro-ministro Ismail Haniyeh - onde ele se havia reunido na sexta-feira com o primeiro-ministro do Egito - e também atingiram um QG da polícia.

No quarto dia da operação israelense, iniciada com a morte de líder militar do Hamas, Ahmed Jabari , em um ataque aéreo israelense na quarta-feira, militares israelenses eram vistos posicionados ao longo da fronteira de Gaza com tanques e artilharia. Sem nenhum sinal do fim das hostilidades, o ministro de Relações Exteriores da Tunísia viajou para o território palestino para demonstrar solidariedade árabe.

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Autoridades em Gaza disseram que 42 palestinos, dos quais 13 civis (incluindo oito crianças e uma grávida), foram mortos desde o início dos bombardeios aéreos de Israel. Três civis israelenses foram mortos por um foguete na quinta-feira.

No Cairo, uma fonte governamental afirmou que o presidente do Egito, Mohammed Morsi, manteria conversações com o emir do Catar, o primeiro-ministro da Turquia e o líder do Hamas, Khaled Meshaal, na capital egípcia neste sábado para discutir a crise em Gaza.

O Egito vem trabalhando para restabelecer a calma entre Israel e o Hamas, depois que um cessar-fogo informal obtido pelo governo egípcio foi rompido nas últimas semanas. Meshaal, que vive no exílio, já havia mantido uma rodada de conversações com autoridades egípcias do setor de segurança.

Veja imagens dos quatro dias de ofensiva:

Conversações

Israel deu início à sua massiva campanha aérea na quarta-feira com o objetivo declarado de impedir o Hamas de lançar foguetes que há anos abalam comunidades do sul israelense.

A operação ganhou o apoio do Ocidente. Líderes europeus e dos EUA consideraram a investida como direito de autodefesa de Israel e apelaram aos dois lados para que evitassem vítimas entre os civis.

O Hamas, isolado pelo Ocidente por causa de sua recusa de reconhecer a existência de Israel, diz que os lançamentos de foguetes através da fronteira são uma resposta aos ataques israelenses contra combatentes palestinos em Gaza.

O grupo diz estar disposto a continuar o confronto com Israel e se mostra empenhado em não parecer menos resoluto do que organizações menores e mais radicais que emergiram no território nos últimos anos.

O movimento islâmico governa Gaza desde 2007. Israel retirou colonos judeus do território em 2005, mas mantém um bloqueio à região, pequena e densamente povoada.

*AFP e Reuters

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