Foguetes palestinos matam israelenses e tensão aumenta no Oriente Médio

São as primeiras vítimas de Israel na nova onda de violência em Gaza; ataques do Exército mataram 15 palestinos, incluindo duas crianças

iG São Paulo | - Atualizada às

Militantes palestinos na Faixa de Gaza lançaram foguetes que atingiram o sul de Israel nesta quinta-feira, deixando três mortos e elevando ainda mais a tensão na região, enquanto o Exército israelense mantém intensos ataques aéreos e navais, que já mataram 15 palestinos - incluindo duas crianças.

A escalada de violência teve início na quarta-feira, quando Israel assassinou o chefe militar do Hamas, Ahmed Jabari, em Gaza, causando tensão dos dois lados da fronteira. Milhares de palestinos, porém, assumiram o risco de sair de casa para participar do funeral de Jabari nesta quinta.

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Fumaça é vista após ataque israelense em Gaza nesta quinta-feira

O Exército israelense informou ter atingido 156 alvos em Gaza, dos quais 126 eram bases de lançamento de foguetes. Segundo os militares, 200 projéteis caíram em Israel desde o início da operação, sendo 135 a partir da meia-noite de quarta-feira.

O sistema israelense de interceptação, que identifica os foguetes direcionados para áreas povoadas, derrubou 18 projéteis nas primeiras horas do segundo dia da operação denominada Pilares da Defesa, de acordo com um informe oficial.

Segundo a polícia israelense, as três vítimas registradas nesta quinta-feira morreram quando um foguete atingiu um prédio de quatro andares na cidade Kiryat Malachi, cerca de 25 quilômetros ao norte do território palestino.

Grupos radicais palestinos também tentaram atingir nesta quinta-feira a maior cidade de Israel, Tel Aviv, com mísseis disparados de Gaza. Um porta-voz das Forças Armadas israelense afirmou que dois mísseis foram lançados contra Tel Aviv, mas nenhum conseguiu atingir a cidade ou sua região metropolitana. Um deles, segundo o porta-voz, teria caído no mar.

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O Hamas declarou que "ao assassinar Jabari, Israel abriu as portas do inferno". Um dos líderes do grupo militante, Izat Al Rishk, afirmou que o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, "decidiu cometer crimes de guerra para elevar suas chances nas eleições".

O governo egípcio condenou a ofensiva israelense e chamou de volta seu embaixador em Israel. O embaixador israelense deixou o Cairo, mas a viagem foi qualificada como visita rotineira a seu país de origem e o governo de Israel afirmou que sua representação no Cairo permaneceria aberta.

No Líbano, o grupo Hezbollah, milícia xiita apoiada pelo Irã, qualificou os ataques israelenses a Gaza como "agressão criminosa" e pediu para que os Estados árabes "parem o genocídio".

AP
Palestinos carregam corpo de líder militar do Hamas, Ahmed Jabari, morto por Israel

Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou na quarta-feira com Netanyahu e o presidente egípcio, Mohamed Mursi. Segundo a Casa Branca, ele reiterou o apoio americano ao direito de autodefesa de Israel diante dos ataques de foguete da Faixa de Gaza, mas pediu "todo o esforço" para evitar vítimas civis. "Os dois concordaram que o Hamas precisa parar com os ataques contra Israel para permitir que a situação se acalme", disse o governo dos EUA, em comunicado.

"O presidente também conversou com o presidente Mursi, considerando o papel central do Egito na preservação da segurança regional", disse a nota.

O comunicado da Casa Branca afirma ainda que Obama e Mursi concordaram quanto à importância de "trabalhar para acalmar a situação o mais rápido possível" e permanecerão em contato estreito nos próximos dias.

O Egito, um dos dois países árabes com acordo de paz com Israel, desempenhou um papel importante nos últimos anos ao obter a suspensão de hostilidades entre Israel e os militantes do Hamas, que governam a Faixa de Gaza.

Com Reuters e AP

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