Corpo de líder palestino será exumado até fim do mês para investigação que busca descobrir se envenenamento foi causa de sua morte na França, em 2004

Líder palestino Yasser Arafat morreu em 11 de novembro de 2004 (foto de arquivo)
AP
Líder palestino Yasser Arafat morreu em 11 de novembro de 2004 (foto de arquivo)

Funcionários da Cisjordânia bloquearam o acesso ao túmulo do líder palestino Yasser Arafat antes da exumação de seus restos mortais programada para o fim deste mês.

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A área do túmulo e a entrada da Muqata (a sede da presidência da Autoridade Palestina) foram cercadas por um toldo azul, e estradas que levam ao mausoléu foram fechadas nesta terça-feira.

Sob condição de anonimato, autoridades disseram que a Autoridade Palestina insiste em ter privacidade e não quer que o processo seja observado pela imprensa ou por outros.

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De acordo com a France Presse, funcionários começaram a abrir o túmulo com o objetivo de obter elementos para a investigação sobre as causas da morte do líder palestino, informou uma fonte ligada à família.

"Hoje começaram a tirar o cimento e as pedras do mausoléu de Arafat. O trabalho continuará durante pelo menos 15 dias", declarou à AFP a fonte, que pediu anonimato. "As operações serão mantidas até chegar à camada de terra que cobre o corpo, que será removida na chegada dos juízes franceses, especialistas suíços e dos investigadores russos envolvidos", completou.

Especialistas suíços, franceses e russos exumarão o corpo de Arafat para tentar solucionar parte do mistério que cercou sua morte em novembro de 2004, na França. Recentemente, um laboratório suíço descobriu traços de um isótopo mortalmente radioativo em roupas que seriam de Arafat, realimentando alegações de que ele teria sido envenenado.

*Com AP e AFP

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