Imã radical Abu Qatada é libertado no Reino Unido

Libertação ocorre um dia após justiça britânica rejeitar extraditar Abu Qatada para Jordânia por falta de garantias de que ele teria um julgamento justo no país

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Imagem de 2005 difundida por canais de TV árabes mostra Abu Qatada em prisão no Reino Unido

O imã radical jordaniano Abu Qatada , que já foi considerado o braço direito de Osama Bin Laden na Europa, foi libertado nesta terça-feira da prisão inglesa de Long Lartin após o pagamento de uma fiança, segundo as imagens divulgadas ao vivo pelas redes de televisão britânicas.

A libertação de Qatada ocorreu um dia após a Comissão Especial de Apelações Sobre Imigração (SIAC), uma jurisdição especial encarregada de casos relacionados à segurança nacional, bloquear sua extradição à Jordânia , onde deveria enfrentar um novo julgamento por seu suposto envolvimento em atentados terroristas.

Decisão: Justiça britânica aceita recurso contra extradição de imã radical à Jordânia

Canais de televisão mostraram o momento em que Abu Qatada deixou a prisão perto de Birmingham (centro da Inglaterra), em uma caminhonete que deve transportá-lo para sua casa no noroeste de Londres.

O islamita de 51 anos será submetido a rígidas condições, incluindo um toque de recolher de 16 horas diárias em sua casa, da qual poderá sair apenas entre 8h e 16h. Também será obrigado a usar uma pulseira eletrônica e terá acesso restrito a certas pessoas, condições similares à sua libertação condicional anterior, entre fevereiro e abril.

Qatada venceu na segunda-feira o recurso ante a SIAC, o que representa um duro golpe para as autoridades britânicas, que tentam extraditá-lo há dez anos. O governo anunciou a intenção de recorrer da decisão.

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Os juízes da comissão decidiram que, apesar das garantias dadas pela Jordânia, não podiam ter certeza de que o imã radical teria um julgamento justo em seu país, onde o réu diz que algumas provas contra ele foram obtidas sob tortura.

As autoridades jordanianas desejam julgar o imã radical de origem palestina por seu suposto envolvimento em atentados pelos quais já foi condenado à revelia no fim dos anos 1990.

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