Nova onda de violência começou no sábado após militantes incendiarem veículo militar de Israel; Netanyahu diz que país está preparado para 'intensificar resposta'

Seis palestinos morreram e 32 ficaram feridos na Faixa de Gaza depois que um grupo de militantes incendiou um veículo militar israelense, que deixou quatro soldados feridos, disseram neste domingo fontes médicas e testemunhas.

A onda de violência começou no sábado . Neste domingo, após uma série de ataques entre o Exército israelense e os palestinos, um militante morreu e outros ficaram feridos em um bombardeio aéreo israelenses próximo a cidade de Jabaliya, segundo fontes médicas. A vítima é Mohammed Shwikani, 20 anos, pertencente à Brigada Al-Qods, o braço armado da Jihad islâmica palestina.

Leia também: Disparos de tanque israelense matam ao menos 4 em Gaza

Mulheres choram durante enterro de palestino morto durante a madrugada em ataque israelense
AP
Mulheres choram durante enterro de palestino morto durante a madrugada em ataque israelense

Nesta madrugada, médicos relataram a chegada do corpo de outro militante deste grupo, Mohamed Abed, também de 20 anos, que morreu em outro ataque a leste de Jabaliya, elevando o balanço de mortos a seis em 12 horas.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o país está "preparado para intensificar" sua resposta. "O mundo tem que compreender que Israel não ficará de braços cruzados diante das tentativas de ataque", disse, no início da reunião semanal de seu conselho de ministros.

Para o ministro de Infraestrutura, Uzi Landau, a "situação em Gaza é insuportável. Não pode haver mais de um milhão de pessoas (no sul de Israel) sob uma chuva constante de morteiros e mísseis", declarou. "Imagino que Israel terá que se preparar para uma operação, independente da realização das eleições", acrescentou, em referência à votação legislativa de 22 de janeiro.

O Exército israelense indicou ter agido em sete pontos diferentes durante a noite, entre eles, depósitos de armas, um local de fabricação de armas e dos lugares de lançamento de morteiros "em resposta aos recentes acontecimentos".

Segundo o Exército, foram disparados a partir de Gaza pelo menos 60 morteiros em solo israelense, entre eles 25 na última madrugada, que deixaram quatro feridos na cidade de Sderot, próximo à fronteira.

Essa onda de violência começou no sábado quando militantes palestinos dispararam um míssil contra um veículo militar israelenses em Karni, leste da cidade de Gaza. O Exército confirmou que quatro soldados ficaram feridos no ataque, que foi reivindicado pela Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP). Fontes militares indicaram que dois dos soldados se encontram em estado grave.

Em resposta, Israel disparou tiros de artilharia, matando quatro pessoas e ferindo 32 segundo Ashraf al Qudra, porta-voz do ministério da Saúde. Segundo fontes médicas, 10 feridos estão em estado "muito grave".

ONU

Também neste domingo, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) reafirmou que irá pedir o status de Estado não-membro da Organização das Nações Unidas (ONU) em novembro, apesar das pressões dos EUA para desistir da iniciativa.

"Vamos às Nações Unidas em novembro de 2012, não em 2013 nem em 2014. Não renunciaremos", declarou, em um discurso em Ramala por ocasião do oitavo aniversário da morte de Yaser Arafat.

A representação palestina na ONU anunciou na quinta-feira um projeto de resolução neste sentido. Abas oficializou no dia 27 de setembro na tribuna das Nações Unidas seu pedido de que a Palestina obtenha um estatuto de Estado não-membro na ONU até o final do ano na Assembleia Geral, onde a maioria necessária lhe parece garantida.

Com AFP

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.