Suspeito pela justiça americana de ser o principal informante do site comandado por Julian Assange, Manning não irá aceitar acusações mais graves, como "cooperar com o inimigo"

O soldado Bradley Manning, suspeito pela justiça americana de ser o principal informante do WikiLeaks em dados sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão, propôs nesta quinta-feira se declarar culpado de algumas infrações leves, mas não das acusações mais graves, como "ajudar o inimigo".

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As informações foram divulgadas pela defesa do soldado nesta quinta-feira. Manning "propôs se declarar culpado de certas infrações, segundo o procedimento (...) de 'exceções e substituições'", declarou seu advogado, David Coombs, em seu blog.

Soldado americano Bradley Manning, 24 anos, é acusado de compartilhar informações sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão
AP
Soldado americano Bradley Manning, 24 anos, é acusado de compartilhar informações sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão

Manning compareceu pelo segundo dia consecutivo à corte marcial organizada em Fort Mead, no estado de Maryland, na costa leste dos Estados Unidos. O julgamento ainda está na fase das audiências preliminares. O tribunal responsável pelo caso se pronunciará posteriormente sobre as declarações propostas pela defesa do soldado americano.

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Apesar de aceitar algumas das acusações, Manning e sua defesa não concordam com diversas alegações feitas pelo governo e pela maneira como elas foram formuladas.

Esta forma de declaração de culpabilidade de Manning "não é resultado de um acordo com o governo", disse o advogado, segundo o qual as outras acusações contra o soldado, entre elas a de "ajudar o inimigo", a mais grave, ainda deverão ser provadas durante o processo, previsto para ter início no dia 4 de fevereiro de 2013.

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Manning, de 24 anos, é acusado de ter vazado para o WikiLeaks, entre novembro de 2009 e maio de 2010, documentos oficiais americanos sobre as guerras de Iraque e Afeganistão e 260 mil telegramas do Departamento de Estado.

O soldado, que escolheu ser julgado por apenas um juiz militar, em vez de por um júri, pode ser condenado à prisão perpétua.

Com AFP

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