Maior parte das mortes aconteceu por causa de desabamentos no Estado de San Marcos, região montanhosa na fronteira com o México

O número de mortos no forte terremoto que atingiu a costa da Guatemala na quarta-feira subiu para ao menos 52, informaram autoridades nesta quinta-feira. A maioria das mortes aconteceu por causa de desabamentos no Estado de San Marcos, uma região montanhosa na fronteira com o México. O terremoto fechou estradas e complicou os esforços de resgate às vítimas.

O tremor de magnitude 7,4, o pior no país em 36 anos, também foi sentido em El Salvador e no México, onde edifícios foram esvaziados. Não há registro de danos ou vítimas.

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Parente de vítima de terremoto chora em seu caixão durante enterro em San Marcos, na Guatemala (07/11)
AP
Parente de vítima de terremoto chora em seu caixão durante enterro em San Marcos, na Guatemala (07/11)

O presidente Otto Perez confirmou o número de mortos na tragédia após retornar à capital, Cidade da Guatemala, de uma viagem rápida a San Marcos.

O epicentro do terremoto foi no mar, 24 quilômetros a sudoeste do povoado portuário de Champerico, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Em San Cristobal Cucho, uma cidade de San Marcos, 10 pessoas de uma mesma família morreram soterradas por escombros, disse o bombeiro voluntário Ovidio Fuentes à rádio local. O único sobrevivente foi um adolescente de 17 anos.

Autoridades alertaram que o número de mortos pode continuar a subir, uma vez que ainda há cerca de 20 pessoas desaparecidas.

O terremoto de quarta-feira foi o pior sofrido pela Guatemala desde 1976, quando um tremor de magnitude 7,5 causou a morte de cerca de 20 mil pessoas.

Com Reuters

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