Premiê israelense telefona para Obama e promete cooperação no Oriente Médio

Ato cordial é importante para colocar panos quentes em uma relação cada vez mais tensa entre Estados Unidos e Israel

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, telefonou nesta quinta-feira para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para cumprimentá-lo por sua reeleição , depois de críticos terem-no acusado de ter apoiado Mitt Romney e colocado em risco as boas relações com Washington.

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Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (arquivo)

Há anos Obama e Netanyahu mantêm uma relação tensa, principalmente por causa do programa nuclear iraniano.

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Depois da reeleição de Obama, na terça-feira, alguns adversários de Netanyahu, que esperam derrotá-lo na eleição israelense de 22 de janeiro, acusaram o líder direitista de ter apostado no candidato errado.

O gabinete de Netanyahu disse que ele telefonou para Obama e o parabenizou pelo "voto de confiança em sua liderança".

Netanyahu disse esperar "continuar trabalhando com o presidente para tratar dos grandes desafios que os Estados Unidos e Israel enfrentam, e para promover a paz e a segurança na nossa região", segundo nota.

Em discurso horas antes, Netanyahu disse que alguns críticos seus "estão tentando causar um conflito entre nós e os Estados Unidos" ao citar a suposta preferência dele pelo republicano Romney.

"Eles não vão conseguir", disse ele, numa declaração que pareceu ter como alvo principalmente Ehud Olmert, ex-primeiro-ministro que cogita disputar a próxima eleição, para a qual as pesquisas indicam amplo favoritismo de Netanyahu.

O primeiro-ministro disse que "a aliança com os Estados Unidos está firme".

Segundo a imprensa local, Olmert, ex-líder do partido centrista Kadima, disse numa reunião com líderes judaicos norte-americanos, na quarta-feira em Nova York, que Netanyahu interferiu na política dos Estados Unidos e talvez não tenha um amigo na Casa Branca.

Saiba mais: Veja como votou cada Estado na eleição dos EUA

O apoio financeiro dado a Romney por um magnata dos cassinos nos Estados Unidos que também é um dos principais apoiadores de Netanyahu foi citado por críticos como prova de que o premiê de Israel tentou interferir na reeleição de Obama. Netanyahu nega que tivesse qualquer preferência no processo eleitoral americano.

"Temos uma parceria estratégica (com os EUA), mas acima de tudo em segurança, onde a cooperação é profunda, ampla e sólida", disse Netanyahu.

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