Além de escolher ocupantes de cargos públicos, eleitores dos dois Estados também votam em referendo sobre drogas

Eleitores dos Estados americanos de Washington e Colorado votaram a favor da legalização da maconha como droga recreativa nesta terça-feira. Os dois Estados permitirão a posse de até 28 gramas de maconha.

No caso do Colorado, o uso da droga em espaços públicos é permitido, mas os cidadãos terão direito de cultivar até seis pés de maconha em casa.

Em Washington os eleitores aprovaram um sistema de licenças estatais que serão emitidas a produtores de maconha. Em Massachusetts, um referendo aprovou o uso medicinal da maconha.

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Em bar de Denver, no Colorado, grupo comemora legalização de uso recreativo da maconha
AP
Em bar de Denver, no Colorado, grupo comemora legalização de uso recreativo da maconha

Na terça-feira, foram realizados 176 referendos em 38 dos 50 Estados americanos. Entre os assuntos que foram votados estão a obrigatoriedade de indicar nos rótulos de alimentos a presença de ingredientes geneticamente modificados na Califórnia, o direito a decidir pela própria morte em Massachusetts e o uso obrigatório de camisinhas por atores pornôs em Hollywood.

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Na Califórnia, eleitores também votaram uma proposta para por fim à pena de morte, mas o resultado ainda não foi divulgado.

Casamento gay

Maryland e Maine tornaram-se os primeiros Estados da história do país a permitir o casamento homossexual através do voto popular.

Com isso, juntam-se a outros seis Estados onde é permitido a união homoafetiva, como Nova York e Califórnia. Nessas localidades, porém, o direito foi adquirido após decisão obtida em tribunais.

Os eleitores de Washington também votaram sobre o casamento gay, mas os resultados ainda eram inconclusivos.

Em Minnesota, onde a união de casais do mesmo sexo é proibida por lei, legisladores propuseram um referendo popular que restringia o casamento apenas entre homens e mulheres, numa tentativa de mostrar que a lei era bem aceita pela população. O resultado ainda não foi divulgado.

Com AFP e Reuters



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