Democratas mantêm maioria no Senado, enquanto republicanos controlam Câmara

Congresso continua dividido após votação desta terça-feira; republicanos que fizeram comentários sobre aborto forma derrotados

iG São Paulo |

Republicanos devem manter a maioria na Câmara dos Representantes enquanto democratas devem assegurar sua vantagem no Senado, informaram projeções feitas pela imprensa americana sobre o resultado das votações desta terça-feira.

Além de votarem para presidente, reelegendo o democrata Barack Obama , os americanos também votaram para renovar um terço das 100 cadeiras do Senado e toda a Câmara dos Representantes, que tem 435 membros.

Direto dos EUA:  Reeleito presidente dos EUA, Obama diz que 'o melhor está por vir'

Mapa das eleições: Veja como votou cada Estado

Saiba mais: Acompanhe todas as notícias sobre a eleição nos EUA

AP
Democrata Tammy Baldwin, de Wisconsin, comemora vitória na disputa por uma vaga no Senado

Os republicanos tinham obtido o controle da Câmara dos Representantes durante as eleições de metade de mandato em 2010, com uma vantagem de 25 assentos em relação aos seus rivais, de um total de 435. Segundo as redes de televisão americanas, eles devem manter esta maioria.

Já no Senado os democratas devem segurar sua apertada maioria. Em Indiana, o democrata Joe Donnelly tirou a cadeira do conservador próximo ao Tea Party  Richard Mourdock , que provocou polêmica ao dizer que uma gravidez resultante de um estupro acontece porque essa é a " vontade de Deus ".

Leia: Republicano que chamou gravidez pós-estupro de vontade de Deus perde

No Missouri, o ultraconservador Todd Akin , imposto pelo Tea Party durante a primária republicana, foi derrotado pela senadora democrata Claire MacCaskill. Ele também causou polêmica ao dizer, em agosto: "Pelo que ouço da boca dos médicos, a gravidez após um estupro é muito rara (...). Se for um verdadeiro estupro, o corpo da mulher tenta por todos os meios bloquear tudo isso".

A vitória mais significativa para os republicanos aconteceu em Nebraska, onde o candidato conservador Deb Fischer, apoiado pela ex-aspirante republicana à vice-presidência Sarah Palin, conseguiu um triunfo na disputa pelo assento a ser desocupado pelo democrata Ben Nelson.

Esta situação de Casas divididas pode prolongar o impasse político atual, no momento em que os membros do Congresso devem tomar decisões importantes até o final do ano em matéria de dívida e de orçamento.

Em relação ao orçamento, os republicanos, empurrados até o momento por uma minoria de representantes ligados ao Tea Party eleitos em 2010, prometem bloquear qualquer aumento de impostos, como exige o presidente democrata Obama no que diz respeito às famílias americanas mais ricas.

Sobre a dívida, o Departamento do Tesouro lembrou no dia 31 de outubro que o teto legal da dívida pública americana deve ser atingido até o final de dezembro, um limite que deverá ser elevado pelo Congresso se os Estados Unidos não quiserem entrar em situação de default.

Esta questão causa apreensão entre os políticos americanos desde o verão de 2011 (hemisfério norte), quando a nota de crédito do país foi rebaixada pela Standard & Poor's. Naquele momento, democratas e republicanos haviam chegado a um acordo segundo o qual, se não houver entendimento em torno de uma maneira de reduzir a dívida, um "muro orçamentário" de reduções draconianas de despesas e aumentos de impostos entrará em vigor a partir de 1º de janeiro.

Com AFP e Reuters

    Leia tudo sobre: eleição nos euaeuaobamaromneycongressocâmarasenado

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG