Com maior parte das urnas fechadas nos EUA, Obama está na frente

Presidente leva vantagem em dois dos três Estados mais importantes: Flórida e Ohio; Ronmney lidera na Virgínia

iG São Paulo | - Atualizada às

apuração dos votos  depositados na eleição presidencial desta terça-feira já está acontecendo na maior parte dos Estados americanos. O presidente Barack Obama está na frente, mas o resultado ainda não é definitivo. Democratas e republicanos observam sobretudo o que está acontecendo nos nove Estados sem tendência partidária clara que podem decidir a eleição.

Por volta das 1h30 desta quarta-feira (horário de Brasília), Obama, do Partido Democrata, liderava a apuração em cinco destes Estados: Flórida, Ohio, Nova Hampshire, Iowa e Colorado. O republicano Mitt Romney liderava na Virgínia, Carolina do Norte e Wisconsin. Não há informações sobre Nevada.

A rede americana CNN, porém, prevê vitória de Obama em Wisconsin.

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AP
Americano observa tela com projeção sobre as eleições nos EUA em Tampa, na Flórida (06/11)

Indireta, a eleição americana não é definida pela votação popular nacional, mas por disputas Estado a Estado e seus respectivos votos no Colégio Eleitoral — em que é necessário conquistar 270 dos 538 votos para vencer. Assim, os chamados swing states (Estados-pêndulo) e seus 5% a 8% de indecisos são cruciais por poderem favorecer qualquer um dos dois candidatos na matemática eleitoral americana.

Houve queixas esporádicas sobre irregularidades eleitoraisem vários lugares do país e em muitos Estados as filas de votação foram longas. 

Entenda: Objetivo de Colégio Eleitoral é equilibrar poder de Estados nos EUA

Grupos apartidários apontaram confusões sobre a solicitação de documentos de identidade na Pensilvânia. "Mesários foram mal e equivocadamente treinados, e estão lá de pé ou sentados e exigindo que as pessoas mostrem identidade, e mandando para casa as pessoas que não têm carteira de identidade", disse Barbara Arnwine, diretora-executiva do Comitê de Advogados pelos Direitos Civis, durante entrevista coletiva em Washington. "O Estado da Pensilvânia deveria se envergonhar."

No mês passado, um juiz da Pensilvânia proibiu que as autoridades exigissem a apresentação de documento com foto para votar, o que foi um revés para os republicanos.

Veja vídeo de posto eleitoral em Chicago:

Em 2011, dezenas de Estados com Assembleias Legislativas controladas por republicanos adotaram novas leis eleitorais que, segundo críticos, desestimulavam a participação de grupos minoritários. Tribunais anularam várias dessas leis, ou pelo menos adiaram sua implantação.

Zack Stalberg, presidente do Comitê dos Setenta, entidade de observação eleitoral de Filadélfia, disse que, entre centenas de ligações recebidas até agora pelo grupo, a maioria estava relacionada à "enorme confusão" com a solicitação de documentos.

Mas ele disse que uma pequena proporção - talvez 10% - era de eleitores que foram impedidos de votar ou que viram pessoas sendo barradas por falta de documento.

Os republicanos também tiveram queixas na Pensilvânia. O partido obteve uma liminar para permitir a participação de 75 funcionários eleitorais republicanos de Filadélfia que supostamente teriam sido proibidos de entrar nas seções eleitorais.

"Foi uma tentativa sem vergonha da campanha de Obama para suprimir nossos observadores eleitorais republicanos legalmente nomeados em Filadélfia, e eles (obamistas) foram apanhados", disse Rob Gleason, presidente estadual do Partido Republicano.

Em muitos Estados, as longas filas criaram temores de que alguns eleitores possam desistir de votar. Houve demora na Flórida, Virgínia, Ohio, Nova Jersey e Nova York - estes dois últimos Estados castigados pela tempestade Sandy na semana passada.

Com Reuters

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