'Estou viva e aqui para votar', diz eleitora que enfrentou tempestade Sandy

Sharon Brown é uma das eleitoras que vota no supercentro de votação instalado em Nova York durante um dia de baixas temperaturas

iG São Paulo |

Sharon Brown estava tão determinada a votar que voltou para sua casa inundada na noite anterior, a fim de estar a uma curta distância de seu local de votação no bairro Parque Rockaway no dia da eleição.

"Passar por aquela tempestade, observar a água subir, isso realmente faz pensar que vocês tem que votar", disse Brown durante um congelante dia no "supercentro" de votação instalado em uma tenda sem aquecimento, que atende oito zonas eleitorais.

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AP
Eleitores preenchem suas cédulas em um colégio eleitoral temporário em Nova York


"Mas eu estou viva, meus filhos estão vivos, e eu estou aqui para votar. É só o que importa", disse Sharon , uma enfermeira de 33 anos.

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A tempestade Sandy deixou mais de 100 mortos nos Estados Unidos e no Canadá, incluindo cerca de 40 na área da cidade de Nova York, quando passou pela cidade na semana passada, inundando casas, cortando a energia e paralisando o serviço de transportes em grande parte da região.

Na extremidade do bairro de Queens, uma das áreas mais afetadas pelo furacão, os eleitores enfrentam diversos problemas.

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A votação foi inicialmente atrasada por quase uma hora enquanto mesários se esforçavam para conseguir fazer um gerador funcionar. Por fim, os moradores, muitos dos quais contam que perderam suas casas durante a tempestade e estão vivendo sem luz ou aquecimento a dias, começaram a preencher cédulas de papel no escuro.

A votação na Associação Cristã de Moços (ACM) na West 63rd Street, em Manhattan, foi adiada porque as autoridades eleitorais não conseguiam encontrar as cédulas e os scanners não estavam funcionando corretamente. Entre aqueles que chegavam para votar estava Lloyd Blankfein, presidente-executivo do banco de investimentos Goldman Sachs. Ele saiu antes do início da votação.

No meio da manhã, a situação havia melhorado. Enquanto as pessoas esperavam para votar, conversavam sobre o que haviam perdido na tempestade, e sobre a determinação para fazer valer sua opinião nas urnas.

Com Reuters

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