Premiê turco denuncia 'chantagem' de presos curdos

Recep Tayyip Erdogan declarou que não vai ceder à greve de fome dos presos que pedem melhora nas condições de prisão do líder curdo Abdullah Ocalan

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O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou este sábado que não cederá à "chantagem" dos presos curdos em greve de fome, que pedem uma melhora das condições de prisão do líder dos rebeldes separatistas do PKK, Abdullah Ocalan.

"Não façam chantagem (...), não vamos libertar o líder terrorista porque vocês o pedem e porque empreendem semelhante iniciativa", declarou Erdogan durante discurso em Kizilcahamam, perto de Ancara, por ocasião dos dez anos da chegada ao poder do seu Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP).

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Líder histórico do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, proibido), Abdullah Ocalan foi preso e condenado à morte, mas logo sua pena foi comutada para prisão perpétua. Está em isolamento na ilha norte-ocidental de Imrali desde 1999.

"Foi condenado à pena capital o líder terrorista que é responsável pela morte de dezenas de milhares de pessoas neste país, e este país (...) inclusive suspendeu a pena de morte", lembrou Erdogan este sábado.

"Hoje muitas pessoas são favoráveis a um restabelecimento da pena de morte, segundo pesquisas de opinião, porque familiares dos mortos sofrem enquanto outros estão festejando, comendo kebabs", acrescentou, referindo-se aos representantes da causa curda que promovem o movimento de greve de fome.

Desde setembro passado, 700 presos políticos curdos fazem uma greve de fome em dezenas de prisões do país. Entre eles estão vários dirigentes do Partido Curdo da Paz e da Democracia (BDP), todos acusados de complô com o PKK, que trava uma luta armada contra as autoridades de Ancara desde 1984.

O movimento, que entrou este sábado no 53º dia, põe em apuros as autoridades turcas, muito criticadas por sua política repressiva contra a minoria curda.

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