Ataque deixa 30 mortos na Nigéria; clérigo islâmico denuncia execução

Tropas nigerianas lançaram ofensiva contra bastião do grupo radical Boko Haram; imã local cita execução sumária de 11 jovens

iG São Paulo |

Tropas nigerianas mataram a tiros pelo menos 30 pessoas durante ataques em Maiduguri, no nordeste do país. A cidade é conhecida como o bastião da seita radical islâmica Boko Haram e foi alvo de ofensivas do governo nos meses de setembro e outubro. Segundo o imã local, porém, soldados são responsáveis pela execução de 11 jovens muçulmanos.

AP
Imagem mostra prédios danificados em Maiduguri, palco de combates entre o exército nigeriano e militantes do Boko Haram (arquivo)

Três testemunhas disseam à Reuters que os soldados da Força de Tarefa Conjunta (JTF, em inglês) invadiram vários bairros em Maiduguri na noite de quinta-feira e prenderam ou mataram a tiros dezenas de jovens.

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"Os soldados invadiram lugares com um informante que apontou para os suspeitos de terrorismo e eles só mataram alguns deles no local, outros foram levados", disse à Reuters um funcionário público que viu os ataques e que pediu para não ser identificado.

Em outro relato à rede BBC de notícias, o imã local afirmou que quatro de seus filhos foram executados pelas tropas nigerianas sem qualquer tipo de questionamento.

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A Anistia Internacional afirmou em um estudo na quinta que as forças de segurança que atuaram nas ofensivas contra Maiduguri cometeram abusos aos direitos humanos na sua luta contra o Boko Haram, que tem ajudado a insuflar a insurgência.

Boko Haram diz querer criar um Estado islâmico na Nigéria. Seus combatentes mataram centenas de pessoas em ataques a bomba e armados dirigidos a forças de segurança, políticos e civis desde que iniciaram suas ações, em 2009. A seita se tornou a maior ameaça ao país, dono de uma das maiores economias da África e lar da maior nação muçulmana no mundo.

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