De olho nas eleições de 2013, Argentina diminui idade de votar para 16 anos

Estima-se que mais de um milhão de novos eleitores estejam aptos a votar de acordo com a nova lei aprovada pela Câmara dos Deputados

iG São Paulo |

Com a intenção de renovar parte de seu eleitorado antes das eleições legislativas de 2013, os deputados da Argentina aprovaram uma lei que diminui a idade mínima para votar de 18 para 16 anos. A mudança pode favorecer os aliados políticos da atual presidente Christina Kirchner.

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Dezenas de membros da oposição na Câmara dos Deputados abandonaram a sessão tarde da noite na quarta-feira, pouco antes de a medida receber aprovação final por uma votação de 131 a 2.

AFP
Presidenta argentina Cristina Kirchner faz pronunciamento no Palácio do Governo em Buenos Aires (arquivo)

Estima-se que mais de um milhão de novos eleitores estejam aptos a votar agora que a lei foi aprovada nas duas instâncias parlamentares. O Senado já tinha aprovado a medida no início do mês.

Cristina, que tem boa avaliação nas pesquisas entre o eleitorado jovem, não descartou uma oferta de seus apoiadores para mudar a Constituição que a permita disputar um terceiro mandato em 2015. Legiões de jovens ativistas uniram-se ao movimento "Campora", conhecido por barulhentas manifestações a favor das políticas heterodoxas dá presidente.

Críticos dizem que a nova lei é voltada para angariar apoio para a presidente antes das eleições legislativas programadas para daqui um ano. Apoiadores dizem que a medida busca alinhar a Argentina com países progressistas como o Equador e o Brasil, que já estenderam o direito de voto para jovens de 16 anos.

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A composição do Congresso após as eleições legislativas serão essenciais para qualquer esforço dos aliados da presidente de abrirem caminho para outra candidatura de Cristina. A líder peronista, de 59 anos, conquistou a reeleição no ano passado e nenhuma figura forte de oposição apareceu deste então.

Sua popularidade, porém, caiu para abaixo de 25% à medida que a economia é abalada pelo crescimento mundial lento, alta inflação e controles sobre o câmbio e comércio impostos pelo governo que ferem a confiança dos investidores.

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