Pais disseram à polícia que ela havia conversado de forma imprópria com um menino

Um casal muçulmano confessou à polícia que matou a filha de 16 anos ao despejar ácido em seu rosto e corpo, após pegá-la conversando com um garoto. O assassinato aconteceu na pequena cidade de Kotli, na região da Caxemira administrada pelo Paquistão. 

De acordo com o depoimento prestado às autoridades, o casal cometeu o crime para defender a honra da família.

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Infelizmente esse tipo de relato não é incomum nessa região. Segundo a Comissão para Direitos Humanos no Paquistão, 943 mulheres foram mortas em situações semelhantes em 2011. Em 2010, foram 843 vítimas.

Ativistas afirmam que o número atual é muito maior, já que muitos casos não são divulgados.

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O caso teria sido denunciado pela irmã mais velha da vítima. "Houve queimadura de terceiro grau em seu couro cabeludo, rosto, olhos, nariz, os dois braços e parte das pernas. Até o sua caixa craniana ficou exposta", disse Mohammad Jahangir, médico do hospital da vila, acrescentando que a mãe inicialmente contou que a filha tentou cometer suicídio. O casal permanece preso.

Em uma entrevista à rede BBC, o chefe de polícia da cidade, Raja Tahir Ayub, contou que o pai suspeitou da conduta da filha, levou-a para dentro de casa e despejou ácido em seu rosto e depois no resto do corpo com a ajuda de sua esposa. 

Em março, o governo do Paquistão havia aprovado uma lei que elevava a senteça para casos de ataques com ácido para prisão perpétua.

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