Justiça peruana pede prisão perpétua de líder do Sendero Luminoso

Conhecido como "Camarada Artemio", Florindo Eleuterio Flores Hala é acusado pelos crimes de terrorismo agravado, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

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O promotor peruano Luis Landa pediu nesta terça-feira a prisão perpétua para o líder da organização Sendero Luminoso Florindo Eleuterio Flores Hala, conhecido como "Camarada Artemio", pelos delitos de terrorismo agravado, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

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"Artemio" era o último líder histórico do Sendero Luminoso em liberdade quando foi detido, em 12 de fevereiro, e dirigia o comitê regional da organização em Huallaga, na floresta central do Peru. Como presidente da Terceira Promotoria Superior Nacional, Landa apresentou nesta terça-feira a sentença acusatória contra "Artemio", na qual precisou os delitos atribuídos, e indicou que existem provas "contundentes e irrefutáveis" de sua responsabilidade penal.

"É preciso ter em consideração que ele admite sua responsabilidade e que no acervo documentado usado para condenar (o fundador do Sendero Luminoso) Abimael Guzmán foram encontradas provas, tais quais a sua participação no primeiro congresso da organização criminosa", declarou Landa.

O julgamento oral contra "Artemio" será realizado, em uma data por definir, na Base Naval de Callao, onde ele está preso junto a Guzmán e ao fundador do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), Víctor Polay.

O Sendero Luminoso e o MRTA são as organizações assinaladas como responsáveis pela morte de quase 70 mil pessoas no Peru pela violência terrorista suscitada entre 1980 e 2000, segundo o relatório final da Comissão da Verdade e Reconciliação. 

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