Dakota do Sul executa homem que estuprou e matou menina de 9 anos

Pais de Becky O'Connell dirigiram 2.250 km de sua casa em Nova York para ver o assassino de sua filha, Donald Moeller, morrer com injeção letal

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Becky O'Connell, em foto sem data

Um homem condenado por estupro e assassinato de uma menina de 9 anos em 1990 foi executado na noite de terça-feira em um centro de execução da Dakota do Sul, nos Estados Unidos, testemunhado pelos pais da vítima, que dirigiram 2.250 quilômetros de sua casa em Nova York para vê-lo morrer.

Donald Moeller, de 60 anos, declarou sua inocência por mais de duas décadas antes de finalmente admitir, no início de outubro, que havia estuprado e esfaqueado até a morte Becky O'Connell, após sequestrá-la de uma loja de conveniência em Sioux Falls, onde ela tinha ido comprar doces.

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Moeller foi declarado morto por injeção letal às 22h24 do horário local, na prisão estadual em Sioux Falls, de acordo com o Departamento de Correções do Estado. Ele foi o segundo assassino condenado a ser executado em Dakota do Sul este mês, mas apenas o quarto desde 1913.

A mãe de Becky, Tina Curl, e seu padrasto, Dave Curl, viajaram de sua casa em Lake Luzerne, Nova York, para testemunhar a execução de Moeller. Fotos de Becky aos 9 anos e um retrato do como ela poderia ser aos 32 anos foram apresentadas pelos pais em uma coletiva de imprensa após a execução e publicadas pelo jornal Argus Leader em seu site.

"Todo mundo continua nos dizendo para fazer isso por Becky. Não há Becky por causa de Donald Moeller", disse Dave Curl sobre o assassino, acrescentando que a execução nunca lhes daria um encerramento, embora houvesse algum sentimento de alívio. "Seja certo ou errado, vamos odiar esse filho da (...) até o dia da morte. Que ele apodreça no inferno".

De acordo com os registros do tribunal, ele havia repetidamente estuprado e esfaqueada a menina. O corpo dela foi encontrado em uma área arborizada, com diversos ferimentos de faca na manhã seguinte ao desaparecimento.

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Moeller foi condenado por estupro e assassinato e condenado à morte em 1992, mas foi concedido um novo julgamento após a Suprema Corte estadual determinar que os depoimentos de três outras pessoas vítimas de tentativas de agressões sexuais eram inadmissíveis.

Ele foi condenado e sentenciado novamente em 1997, mas continuou apelando até recentemente, quando desistiu e admitiu os crimes em uma audiência no início de outubro.

Quando questionado se tinha últimas palavras antes de sua execução, Moeller respondeu: "Não, senhor", e então, perguntou: "Eles são o meu fã clube?", em aparente referência às testemunhas da execução.

Moeller foi o 34º detento a ser executado nos Estados Unidos em 2012, de acordo com o Centro de Informação da Pena de Morte.

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