Após tempestade, costa leste dos EUA tenta voltar à vida normal

Alguns ônibus começam a funcionar e Bolsa de valores reabre em NY, mas normalizar metrô e restabelecer eletricidade deve levar dias

iG São Paulo | - Atualizada às

Moradores da costa leste dos Estados Unidos, onde a tempestade Sandy deixou um rastro de destruição , começaram a tentar voltar à vida normal mesta quarta-feira, com a reabertura de alguns dos serviços que permaneceram fechados desde domingo.

Mas em Nova York, apesar de alguns ônibus terem voltado a circular e a Bolsa de valores ter reaberto após dois dias fechada, moradores e autoridades têm a certeza de que levará dias até que a cidade volte ao ritmo frenético de sempre. Recuperar as comunidades mais atingidas e as redes de transporte que ligam umas as outras deve levar ainda mais tempo.

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Reuters
Moradores de Nova York cruzam a Brooklyn Bridge (31/10)

"Vamos sobreviver a cada dia fazendo o que fazemos em tempos difíceis: permanecendo juntos, ombro a ombro, prontos para ajudar nossos vizinhos, confortar um estranho e colocar a cidade que amamos de pé novamente", afirmou o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.

Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitará Nova Jersey, onde a tempestade Sandy tocou a terra na noite de segunda-feira, antes de causar mais de 40 mortes e deixar mais de oito milhões sem energia na costa leste. A seis dias da eleição presidencial, Obama cancelou eventos de campanha pelo terceiro dia consecutivo. Seu rival, o republicano Mitt Romney , deve retomar a campanha normalmente nesta quarta-feira, na Flórida.

Na noite de terça-feira, os ventos causados pela tempestade diminuíram e a água que inundou várias ruas começou a baixar. Sandy seguiu em direção à Pensilvânia e perde força conforme se aproxima do Canadá. Ainda assim, áreas do sul das províncias de Québec, Nova Escócia e Nova Brunswick devem ter 50 milímetros de chuva nesta quarta-feira.

Tempestade Sandy deixa ruas de Nova York alagadas. Veja o vídeo:

Em meio ao desespero causado pela passagem da tempestade por Nova York, o coração econômico da região, moradores tentam encontrar forças para recomeçar. "Ver sua casa demolida é difícil", disse Barry Prezioso, morador de Point Pleasant, Nova Jersey, à AP. "Mas ninguém ficou ferido e ainda é possível morar no andar de cima. Então vamos morar no andar de cima e limpar tudo isso. Tenho certeza de que muita gente está pior. De certa forma, até me sinto sortudo."

Bloomberg afirmou que levará quatro ou cinco dias para que o metrô volte a funcionar, após ter sofrido os maiores danos de seus 108 anos de história. Todos os dias, cerca de 5 milhões de pessoas usam o metrô em Nova York, que ficou com túneis inundados na terça-feira.

A empresa de energia Consolidated Edison afirmou que serão necessários quatro dias para normalizar o abastecimento de energia para 337 mil clientes em Manhattan e no Brooklyn. No Bronx, Queens, Staten Island e no condado de Westchester, o trabalho pode durar uma semana. Enchentes causaram explosões em uma usina elétrica na noite de segunda-feira, contribuindo para os cortes de energia.

O governador de Nova Jersey, Chris Christie, disse que a recuperação da região levará meses e que será preciso uma semana para normalizar os serviços de energia. "Temos uma tarefa enorme diante de nós e temos de fazê-la juntos", afirmou o governador.

Algumas boas notícias foram dadas pelas autoridades, como a reabertura, ainda que com serviço limitado, dos aeroportos John F. Kennedy e Newark. O La Guardia segue fechado. Estima-se que, desde domingo, mais de 13 mil voos tenham sido cancelados.

A volta de parte do serviço de ônibus e os planos de empresas de retomarem os trens que ligam cidades na costa leste podem permitir a reabertura das escolas na quinta-feira, ainda que nenhuma decisão oficial tenha sido anunciada.

O impacto financeiro da tragédia é incerto, mas especialistas estimam danos entre US$ 10 bilhões e 20 bilhões para os cofres públicos (aproximadamente R$ 20,6 milhões e R$ 41,2 bilhões).

Com AP

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