Sandy deixa brasileiro no escuro na Filadélfia

Há três anos e meio nos EUA, trabalhador autônomo é um dos 8 milhões de moradores da costa leste que ficaram sem energia por tempestade

Leda Balbino - enviada a Washington |

O brasileiro Daniel Parreira é um dos 8 milhões de moradores da costa leste dos EUA que ficaram sem luz por causa da chegada da tempestade Sandy à região na segunda-feira.

Imagens: Veja Nova York antes e depois da passagem da tempestade Sandy

Galeria: Veja imagens da passagem da tempestade Sandy pelos EUA

Segundo Daniel, que vive no noroeste da Filadélfia (Pensilvânia) há três anos e meio com a mulher e os dois filhos, a luz acabou logo após a intensidade dos ventos ter aumentado durante a noite. “A energia acabou às 21h30 (23h30 no Brasil), e estou sem luz até agora”, disse por telefone às 11h locais desta terça-feira.

AP
Trabalhadores tentam remover postes e semáforos danificados em Filadélfia, capital da Pensilvânia

Daniel, que gerencia um pequeno negócio de limpeza, pegou com amigos um gerador para poder ter um pouco de eletricidade em casa e também carregar a bateria do celular e contatar seus clientes. “Vai ser uma semana de serviço perdido”, afirmou.

Segundo o New York Times, a Pensilvânia registrou cinco mortes, a maioria causada por queda de árvores em bairros residenciais. Estima-se que somente nos arredores de Filadélfia e Pittsburgh, outra cidade importante do estado, 1,2 milhão de pessoas estão sem luz.

Antes da chegada da tormenta, que tocou terra em New Jersey com força de furacão, o brasileiro foi um dos milhares a lotar os mercados à busca de mantimentos, e conta ter passado uma hora na fila para comprar água. Agora, os filhos estão sem aula e ainda não há informações quando as classes voltarão ao normal.

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Ao meio-dia desta terça-feira, a tempestade estava a cerca de 190 km a leste de Pittsburgh produzindo ventos de 72 km/h e com a expectativa de que entre novamente no Estado de Nova York à noite. Apesar da perda de força, a tormenta ainda deve produzir fortes chuvas e enchentes, disse à Associated Press Daniel Brown, do Centro Nacional de Furacões em Miami.

O fenômeno, que deixou um rastro de destruição na cidade de Nova York, deve causar prejuízos de cerca de US$ 20 bilhões em propriedades e perdas de US$ 10 bilhões a US$ 30 bilhões nos negócios, tornando-se um dos desastres naturais mais caros da história dos EUA, segundo a empresa IHS Global Insight.

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