Militantes ligados ao Hamas dispararam 11 foguetes em resposta a bombardeio israelense que deixou um morto

Militantes na Faixa de Gaza lançaram onze foguentes contra alvos em Israel nesta segunda-feira, quebrando assim um breve cessar-fogo acordado entre os dois territórios desde a última quinta-feira. Segundo autoridades ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ninguém ficou ferido. O ataque seria uma resposta a um bombardeio israelense que deixou um palestino morto no domingo.

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Palestinos acompanham funeral de militante morto em bombardeio israelense no domingo
Reuters
Palestinos acompanham funeral de militante morto em bombardeio israelense no domingo

Na semana passada, seis militantes palestinos foram mortos em ataques aéreos a partir de Israel. O exército afirma que os alvos eram membros do braço armado do Hamas, que controla a região da Faixa de Gaza. Quatro civis e um soldado israelense foram feridos desde o início dos confrontos.

"Em resposta ao lançamento de diversos foguetes contra a região sul de Israel, as Forças Armadas atacaram uma das bases utilizadas por militantes na Faixa de Gaza", afirmou o exército israelense em comunicado oficial.

Segundo autoridades oficiais, o Hamas está por trás dos ataques e será responsabilizado caso não suspenda suas atividades bélicas. De acordo relatos, pequenos braços armados do grupo que controla a Faixa de Gaza desde 2007 estariam coordenando o lançamento de foguetes.

Trégua "informal"

Na noite de quinta-feira, sob suposta mediação do Egito, um acordo informal teria entrado em vigor após dois dias de violência ao longo da fronteira entre Israel e Gaza.

Uma autoridade de defesa israelense disse que nenhum acordo formal foi alcançado com o Hamas, a facção islâmica que controla a Faixa de Gaza, embora as autoridades egípcias tenham sido essenciais para restabelecer a calma.

"Os egípcios têm uma capacidade muito impressionante para articular ao (Hamas) que o interesse principal não é atacar e usar o terror contra Israel ou outros alvos", afirmou o oficial do Exército Amos Gilad à rádio do Exército israelense.

Mas ele acrescentou que não houve acordo direto com a facção islâmica, que se recusa a reconhecer o Estado judeu e apela à sua destruição.

"Pode-se dizer categoricamente que não há acordo com o Hamas, nunca houve e nunca haverá. A única coisa que foi definida e concordada é que haverá calma. Nós não estamos interessados em uma escalada ", acrescentou Gilad.

Com BBC

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