Berlusconi segue na política, mas descarta candidatura de premiê

Ex-premiê diz que sente "obrigado a permanecer em campo" para proteger italianos de possíveis injustiças. Na sexta, ele foi condenado há 1 ano de prisão por fraude fiscal

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O italiano Silvio Berlusconi, reagindo à condenação de um tribunal de Milão por fraude fiscal, disse neste sábado que permanecerá na política, mas descartou buscar a cadeira de primeiro-ministro na próxima eleição marcada para abril do no que vem. Berlusconi afirmou ainda que se sentia "obrigado a permanecer em campo" para proteger outros italianos do que chamou de injustiças judiciárias.

Entenda:  Após revisão, Berlusconi é condenado a um ano de prisão por fraude fiscal

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Berlusconi durante coletiva de imprensa neste sábado, na região de Milão

Mas não ficou claro se Berlusconi, agora um membro do Parlamento, concorrerá novamente a cargos públicos ou seguirá apenas como força política de centro-direita. "Haverá consequências", afirmou Berlusconi, referindo-se à pena de prisão emitida na sexta-feira, que não será cumprida até que todos os meios de apelação sejam usados.

Mais:  Berlusconi reafirma que não concorrerá à eleição de 2013 na Itália

"Me sinto obrigado a permanecer em campo para reformar o sistema judiciário, para que o que aconteceu comigo não aconteça com outros cidadãos", afirmou o ex-premiê à emissora Channel Five, parte de seu império midiático. O anúncio é uma surpresa, porque na última quarta-feira Berlusconi disse que não concorrerá na próxima eleição como líder de seu partido Povo da Liberdade (PDL), encerrando quase 19 anos como político dominante da centro-direita.

A sentença inclui uma proibição de cinco anos de concorrer a cargos políticos, mas já que a sentença não será cumprida até a última instância de apelação ser concluída, Berlusconi pode concorrer ao Parlamento nas próximas eleições gerais, em abril.

O bilionário magnata da mídia, que tem 76 anos, foi condenado três vezes durante a década de 1990 em primeiro grau antes de ser absolvido por cortes superiores. Ele tem o direito de apelar mais duas vezes da condenação antes de a sentença ser definitiva. Berlusconi tem acusado os magistrados de estabelecer uma guerra política contra ele.

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