Ataques de Israel matam palestinos em Gaza em meio à escalada de violência

Forças israelenses respondem a lançamento de foguetes; dois dias de confrontos deixaram ao menos quatro mortos

iG São Paulo | - Atualizada às

Ataques aéreos de Israel mataram dois supostos militantes do Hamas no Faixa de Gaza nesta quarta-feira, na resposta israelense ao lançamento de foguetes contra cidades no sul de seu território. Este é o segundo dia consecutivo de ataques entre os dois países e, no total, quatro palestinos morreram.

A escalada de violência acontece depois de uma visita histórica do emir do Catar , Hamad ben Khalifa Al-Thani, à Faixa de Gaza, a primeira de um chefe de Estado ao território palestino governado pelo Hamas desde 2007.

Leia também: Emir do Catar faz histórica visita à Faixa de Gaza

Reuters
Mãe de militante do Hamas morto na Faixa de Gaza chora em seu funeral

Testemunhas em Gaza disseram que pelo menos 10 foguetes foram disparados contra Israel apenas na quarta-feira, apesar de a polícia israelense ter dito que foram 40.

Paramédicos israelenses disseram que três pessoas sofreram ferimentos por causa de estilhaços dos foguetes, que também danificaram uma casa. Israel manteve as escolas fechadas em comunidades próximas da fronteira de Gaza e pediu aos habitantes que permanecessem em casa.

"Não pedimos por essa escalada de violência e não demos início a ela", disse o premiê israelense, Benjamin Netanyahu. "Mas, se isso continuar, estamos preparados para embarcar em uma operação muito mais profunda."

Questionado sobre se Israel considerava uma operação por terra no território palestino, o ministro israelenses da Defesa, Ehud Barak, disse que tal operação será realizada se for necessário. "Faremos o que for preciso para parar essa onda de violência", afirmou.

Fronteira fechada

Devido aos últimos ataques, o Hamas decidiu fechar o posto de controle fronteiriço em Beit Hanun, a cerca de 2 km do entreposto israelense de Erez, um dos principais caminhos de passagem de palestinos para os territórios controlados por Israel. Segundo uma autoridade responsável pelos salvo-condutos em Gaza, a medida é uma forma de previnir a violência contra civis.

Segundo o porta-voz do exército de Israel, comandante Guy Inbar, o posto de Erez está fechado também por motivos de segurança. "Apenas casos excepcionais de saúde ou humanitários podem passar", afirmou à agência AFP.

Com Reuters, AP e AFP

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