Em último debate, Obama e Romney discutem política externa

Candidatos à presidência dos EUA têm terceiro encontro numa campanha de embates memoráveis na TV

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu adversário republicano, Mitt Romney , se enfrentam nesta segunda-feira no terceiro e último debate da campanha presidencial dos EUA. A 15 dias da eleição de 6 de novembro, os dois candidatos abordarão questões de política externa durante 90 minutos na Universidade Lynn, em Boca Raton (Flórida). O evento começa às 23h (horário de Brasília), e terá mediação do jornalista Bob Schieffer, da rede CBS.

Debates entre candidatos a presidente geralmente influenciam pouco no resultado da eleição, mas este ano, com uma disputa excepcionalmente acirrada, tem sido uma exceção.

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AP
Obama e Romney durante o segundo debate presidencial nos Estados Unidos

Romney se recuperava de uma série de tropeços quando chegou ao primeiro debate , em 3 de outubro, em Denver. A boa apresentação do republicano alterou os rumos da disputa, empurrando-o para um empate técnico com o democrata Obama nas pesquisas.

Mas, depois da tímida apresentação inicial, Obama foi apontado como vencedor - ainda que por estreita margem - do segundo debate , no dia 16. O ponto marcante do encontro foi um momento tenso a respeito da situação na Líbia .

O segundo debate interrompeu a trajetória de queda da candidatura democrata nas pesquisas, mas não definiu o cenário. Pesquisa NBC News/Wall Street Journal mostrou, no domingo, os dois candidatos com 47% das intenções de voto entre eleitores inclinados a votarem.

Última chance

O debate de segunda-feira será a última chance para Romney e Obama serem vistos por milhões antes do dia da eleição. Mais de 60 milhões de espectadores assistiram a cada um dos dois encontros anteriores.

Não há favoritos. Romney, apesar da fama de desajeitado, já demonstrou a capacidade de se portar bem sobre o palco, quando a situação exige. Obama parece ter vantagem em questões de política externa, pois há quase quatro anos é o responsável pela segurança nacional dos EUA, e tem o crédito pela operação que resultou na morte de Osama bin Laden , e pela retirada das tropas americanas do Iraque.

David Yepsen, diretor do Centro Paul Simon de Política Pública, na Universidade do Sul de Illinois, disse que Obama tem dois objetivos: mostrar que "não tem nada por que se desculpar na forma pela qual conduziu a política externa" e questionar a inexperiência de Romney na área.

Para Romney, a principal tarefa será se apresentar como uma alternativa confiável a Obama no cenário internacional - apagando a má impressão deixada por uma viagem a Londres, Jerusalém e Polônia, em julho, que foi marcada por tropeços .

Ao longo da campanha, Romney acusou Obama de ter permitido uma redução da influência norte-americana no exterior. "Muitos eleitores estão prontos para demitirem Obama se virem Romney como uma alternativa aceitável", disse Yepsen. "A política externa não tem sido um grande motor desta campanha, mas acho que Romney pode ganhar uma cereja no bolo se as pessoas disserem: ‘Ei, esse cara está por dentro dos assuntos mundiais'."

O debate será dividido em seis segmentos: o papel dos EUA no mundo; a guerra no Afeganistão; Israel e Irã; as mudanças no Oriente Médio; terrorismo; e a ascensão da China.

Com Reuters

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