Ativistas chineses exigem retorno do ex-líder Bo Xilai ao Partido Comunista

Antigas lideranças do Partido Comunista condenam julgamento de político cotado para assumir a presidência da China em 2013

iG São Paulo |

Mais de 700 acadêmicos e ativistas da esquerda redigiram nesta segunda-feira uma carta pedindo que o governo chinês volte atrás na sua decisão de expulsar Bo Xilai do Partido Comunista. O comunicado foi publicado no site Red China. Segundo a entidade, a condenação do influente líder, cotado para assumir a presidência da república socialista em 2013, teve motivações políticas e ilegais.

Leia também: Bo Xilai é expulso do Parlamento chinês

AP
Bo Xilai participa do Congresso Nacional do Povo em Pequim, na China (14/04)

Caso seja mantida a decisão do Partido Comunista, Bo Xilai perderia sua imunidade e poderia ser julgado por um escândalo que acabou condenando sua mulher, Gu Kailai, pelo assassinato de um executivo britânico. Wang Lijun, ex-chefe de polícia e braço direito de Xilai, também foi detido por ter participado na trama - ambos crumpem pena na China.

"Qual são os motivos apontados para expulsar Bo Xilai? Por favor, apontem quais são as evidências de que Bo Xilai poderá se defender com o apoio total da lei", dizia a carta assinada por antigas lideranças do Partido Comunista, acadêmicos e artistas.

Veja também:  Filho de Bo Xilai rompe silêncio e defende inocência de ex-líder

Lin Longhua, que mora na província de Sichuan e assinou a petição, diz não ser partidário, mas acredita que o caso está sendo manipulado pelo governo. "Não me considero de esquerda ou de direita. Quero que o país tenha mais liberdade. Acredito que a maneira com que Bo Xilai está sendo julgado fere todos os procedimentos legais da China", afirmou em entrevista à BBC.

Segundo relatos da emissora britânica, o site Red China não pode ser acessado por parte da população devido a restrições do governo. As agências de notícias controladas pelo Partido Comunista não trataram do caso.

Bo Xilai, de 63 anos, não é visto em público há meses, desde que o escândalo com sua mulher foi noticiado. Em setembro, ele foi expulso de sua influente posição dentro do Partido Comunista e praticamente encerrou sua carreira política.

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