Entre as novas santidades está a primeira ameríndia convertida pelos jesuítas no século 17

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O Papa Bento XVI canonizou neste domingo sete novos santos, entre eles a primeira ameríndia convertida pelos jesuítas no final do século 17 e considerada um exemplo para a igreja católica de todo o continente americano.

Em sua homilia, o Papa citou o exemplo das quatro santas - entre elas a ameríndia conhecida como "o Lírio dos Mohawks" - e três santos que "viveram consagrados a Deus e ao serviço generoso de seus irmãos".

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A cerimônia solene foi celebrada na Praça de São Pedro e teve a presença dos 262 padres provenientes de todo o mundo para participar no Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização, que quer reativar o papel da Igreja na sociedade moderna.

Além da primeira santa ameríndia, Kateri Tekakwitha, foram canonizados a espanhola Carmen Salles y Barangueras (1848-1911), fundadora da Congregação Irmãs da Imaculada Conceição, a alemã Marianne Cope of Molokai (1838-1918), que estabeleceu um sistema de cuidados para os leprosos no Havaí, o filipino Peter Calungsod, laico e mártir (1672), o padre jesuita francês Jacques Berthieu, martirizado em 1896, o padre italiano Giovanni Battista Piamarta (1841-1913), fundador da Sagrada Família de Nazareth, e a alemã laica Anna Schaffer (1882-1925), que aceitou seus sofrimentos como forma de santificação.

Canonização ocorreu na Praça de São Pedro com a presença de 262 padres provenientes de todo o mundo
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Canonização ocorreu na Praça de São Pedro com a presença de 262 padres provenientes de todo o mundo

Cerca de 1.500 peregrinos canadenses, majoritariamente aborígenes, foram a Roma para assistir à canonização da primeira santa ameríndia, algonquina por parte de mãe e mohawk por parte de pai, que morreu aos 24 anos enquanto vivia em um território perto de Montreal atualmente pertencente aos Estados Unidos.

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