EUA e ONU condenam atentado terrorista no Líbano; oposição pede saída de premiê

Após ataque que deixou ao menos oito mortos, oposição libanesa pede saída do primeiro-ministro Najib Mikati

iG São Paulo |

O Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos condenou veementemente o ataque terrorista que matou ao menos oito pessoas, incluindo o chefe dos serviços de inteligência do Líbano, em Beirute, nesta sexta-feira. De acordo com o porta-voz Tommy Vietor "não há justificativas para utilizar o assassinato como ferramenta política". Segundo ele, o governo americano dará total apoio às autoridades libanesas.

Leia mais: Explosão deixa ao menos oito mortos e dezenas de feridos no Líbano

Em um comunicato emitido nesta sexta-feira, a Casa Branca classificiou o atentado como um atitude de "barbárie". O governo americano ofereceu suas condolências aos parentes das vítimas e disse que a estabilidade do país é um elo importantíssimo para manter a região segura.

AP
Mulher é carregada por voluntários após ataque terrorista em Beirute


O Líbano é vizinho da Síria, onde o conflito entre forças ligadas ao presidente Bashar Al-Assad e milicianos tem causado uma escalada de violência no Oriente Médio.

O Conselho de Segurança da ONU também emitiu um comunicado condenando o ataque em Beirute. "Os membros condenam fortemente o ataque terrorista de 19 de outubro de 2012 no Líbano que matou o brigadeiro-general Wissam al-Hassan", disse a organização formada por 15 países em comunicado aprovado por unanimidade.

"Os membros do Conselho de Segurança reiteraram sua condenação inequívoca de qualquer tentativa de desestabilizar o Líbano por meio de assassinatos políticos e exigiram um fim imediato do uso de intimidação e violência contra figuras políticas", concluiu.

Premiê

O bloco de oposição libanesa Março 14 disse que considera o primeiro-ministro, Najib Mikati, responsável pela morte do chefe da iteligência libanesa na explosão de um carro-bomba nesta sexta-feira e pediu a sua renúncia.

Veja também: As imagens do atentado terrorista que matou Wissam Al-Hassan

Mikati foi responsável "pelo sangue de Wissam Al-Hassan e o sangue de inocentes que morreram" na explosão, disse o grupo em comunicado. "Esse governo deve sair e o primeiro-ministro é convidado a apresentar a sua renúncia", concluiu, sem apresentar relações concretas entre o atentado conduzido por um carro-bomba e Najib Mikati.

Com Reuters e AP

    Leia tudo sobre: líbanobeirutesíriaeuacasa brancaterrorismo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG