ONU elege Argentina como membro rotativo do Conselho de Segurança

Austrália, Coreia do Sul, Luxemburgo e Ruanda também serão membros não permanentes entre o período de 2013 a 2014

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A Argentina foi eleita, nesta quinta-feira, como novo membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para o período de 2013 a 2014. Ao lado do país latino-americano como participantes rotativos estarão Austrália, Coreia do Sul, Luxemburgo e Ruanda.

Argentina, Austrália e Ruanda confirmaram seu posto na primeira votação da Assembleia Geral ao alcançar uma maioria de dois terços, enquanto Coreia do Sul e Luxemburgo tiveram que aguardar a segunda votação.

AP
Argentina será a representante da América Latina no Conselho de Segurança da ONU

Desta forma, a Argentina ocupará o lugar vago pela Colômbia, que conclui em 2012 seu período de dois anos como membro rotativo do Conselho de Segurança pelo grupo da América Latina e do Caribe.

A Guatemala, que preside este mês o Conselho de Segurança, também integrará o orgão durante o próximo ano.

Único país candidato formal do grupo regional, a Argentina obteve 182 votos na primeira votação, enquanto Barbados e Cuba - que não tinham oficializado sua candidatura - alcançaram um voto cada uma, anunciou o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, o sérvio Vuk Jeremic.

No grupo da Europa Ocidental e Outros, Austrália e Luxemburgo se impuseram sobre a Finlândia. Finalmente, no grupo da África, Ásia e Pacífico, Ruanda e Coreia do Sul foram escolhidos à frente de Camboja e Butão.

Após as votações de hoje, o embaixador adjunto do Reino Unido perante a ONU, Philip Parham, declarou à imprensa a vontade de seu governo de "trabalhar estreitamente com a Argentina, como fazem em outros assuntos, como não-proliferação de armas e direitos humanos".

Apesar da polêmica entre os dois países sobre soberania das Ilhas Malvinas, Parham deixou claro que outros assuntos também serão tratados. "Acho que o Conselho de Segurança tem uma ampla agenda de assuntos sérios e urgentes sobre paz e segurança internacional, e não vejo nenhum apetite entre outros membros para colocar esta questão no Conselho", acrescentou o diplomata britânico.

Ontem, em um documento do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o governo argentino destacou a incorporação do protesto realizado pelo país perante os exercícios militares realizados pelo Reino Unido nas Malvinas (Falklands, segundo os britânicos).

A presidente argentina, Cristina Kirchner, voltou a colocar a questão da soberania das Malvinas nos debates da Assembleia Geral da ONU de no final de setembro, mas o Governo britânico replicou que não negociará essa questão "a menos que os ilhéus assim desejarem". 

Ao todo são 15 membros no Conselho de Segurança, sendo cinco permanentes e com direito a veto: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.

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